Fernando Gaviria, ciclista da Caja Rural, foi condenado em Mónaco por conduzir sob o efeito de álcool. O incidente remonta a outubro, quando o atleta foi intercetado pela polícia numa rotunda, após condução considerada perigosa durante o dia.
O caso teve origem durante a semana em que Gaviria foi anunciado como reforço da Caja Rural, após três anos na Movistar. No tribunal de Mónaco, o velocista colombiano de 31 anos respondeu pelo sucedido a 22 de outubro. A autoridade judicial descreveu sinais de embriaguez e indicou uma taxa de 2,40 g/L de sangue, valor próximo de cinco vezes o permitido. O juiz sublinhou o potencial perigo público da conduta.
A decisão judicial impôs duas medidas principais: uma pena de dois meses de prisão com pena suspensa e uma multa de 5 mil euros. Além disso, Gaviria fica proibido de conduzir em Mónaco durante dois anos e deverá pagar três coimas de 45 euros cada. O tribunal também mencionou que o estado de sobriedade do piloto, após consumo de cocktails, exigiu um período de vigilancia até ficar apto para a detenção.
Detalhes do caso
Em depoimento, Gaviria reconheceu o erro, atribuindo-o a stress laboral e questões familiares, admitindo não ter estado em condições para conduzir. O presidente do tribunal, Florestan Bellinzona, descreveu que o estado do ciclista não era compatível com a prática desportiva de alto desempenho. O atleta teve de explicar que não pretende repetir a conduta.
O histórico do ciclista soma mais de 50 vitórias, incluindo etapas na Volta a Itália e na Volta a França. A condenação ocorre numa altura em que Gaviria se prepara para ingressar numa nova temporada com a Caja Rural, clube que o contratou para reforçar a equipa após o período na Movistar.
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