Boris Becker, antigo número 1 do mundo no tenis, sofreu insolvência em 2017 e foi condenado em 2022 a dois anos e meio de prisão, cumprindo parte da pena na Inglaterra. O novo livro Inside, de divulgação recente, levou o ex-atleta a falar sobre a prisão e a transformação vivida, numa entrevista ao The Guardian.
Becker descreve a passagem pela prisão de Wandsworth, junto a Wimbledon, e depois em Huntercombe. Relata dias iniciais marcados pelo medo e pela solidão, com gritos que não sabia interpretar e dúvidas sobre a gravidade do ambiente. O relato enfatiza as três noites entre sexta-feira e terça-feira, consideradas as mais difíceis da vida dele.
A entrevista também aborda a relação com os Listeners, reclusos de confiança que apoiam novos detidos, e a fase de estudar filosofia, incentivada por um guarda, Andy Small. Becker comenta que, ao transformar detenção em estudo, passou a assumir responsabilidades pela própria vida e a ver o período como oportunidade de equilíbrio.
Transformação e desportos
Durante o tempo na prisão, Becker descreve momentos de reflexão sobre a fama, a carreira desportiva e os jovens atletas. O texto menciona ainda a visão de que a prática de filosofia ajudou a reinterpretar o legado e a estabelecer uma nova relação com o desporto. Em nota ao livro, o atual atleta recorda o dia em que viu Djokovic vencer Wimbledon na televisão da cela e a reação dos colegas.
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