Nelson Évora revelou o momento mais difícil da sua carreira de triplista. Em 2016, o Benfica, clube que dizia ser a sua casa, deixou de apoiá-lo, assim como o treinador de toda a vida, João Ganso. Isso obrigou-o a emigrar, numa fase de crise.
O atleta recorda também uma sequência de perdas pessoais que agravaram a pressão. Poucos meses depois de sair, perdeu a mãe, tendo já perdido o pai em 2011. Procurou ajuda psicológica enquanto vivia em Espanha, o que, diz, foi determinante para reencontrar o equilíbrio.
A entrevista, publicada pelo Expresso, aborda ainda a polémica com Pedro Pichardo. É descrita como uma rivalidade imputada por terceiros, não criada por Évora, que defende a prioridade de ser português e integrar-se na realidade do país. O ex-recordista mundial reconhece o talento de Pichardo e o valor desportivo da rivalidade.
Rivalidade e identidade
Évora afirma que o que realmente importa é defender a identidade nacional e o orgulho em competir por Portugal. Valora a carreira de Pichardo, apelidando-a de extraordinária, e aponta que a discussão pública nem sempre reflete o que é a prática desportiva.
Ao longo da conversa, o atleta defende que as medalhas não asseguram um futuro sólido para as próximas gerações. Questiona como se pode transmitir valor aos jovens sem uma visão de longo prazo. Mantém, no entanto, o desejo de ver mais atletas nacionais no triplo salto.
Perspetiva desportiva
Do ponto de vista desportivo, Évora diz ter sido capaz de dar tudo para regressar ao nível que teve em Portugal. Reitera o desejo de ter atuado ao lado de Pichardo, reconhecendo que a rivalidade podia ter contribuído para o desenvolvimento do atletismo nacional.
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