A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) instaurou 36 processos por racismo ou xenofobia em 2025. Em março, aplicou uma interdição preventiva após o jogo Sporting-FC Porto em basquetebol, conforme fonte da entidade.
Nove casos foram encaminhados ao Ministério Público por indícios de crime. Outros 18 permanecem em instrução, seis foram arquivados por falta de indícios ou identificação dos infratores, e três já resultaram em condenações com coima e interdição de recintos desportivos.
A APCVD especifica que a intervenção é de natureza contraordenacional, cobrindo o regime de segurança e combate à discriminação em espetáculos desportivos. Em caso de crime, o processo segue para o MP; sanções a agentes desportivos cabem às entidades organizadoras.
Desdobramentos recentes
Um adepto suspeito de insultos racistas ao FC Porto durante o jogo de basquetebol está proibido de entrar em recintos desportivos até à conclusão do processo, que se encontra em instrução. A coima pode variar entre 1.750 e 50.000 euros, com interdição adicional de até três anos.
A APCVD abriu ainda um processo de contraordenação relativo a alegados episódios de racismo no clássico Benfica-Real Madrid, envolvendo Vinicius Júnior e Prestianni. O árbitro interrompeu o jogo e acionou o protocolo antirracismo.
No lance em que Vinicius Júnior marcou o golo da vitória do Real Madrid, houve alegações de insulto por parte de Prestianni, com confirmação de parte dos intervenientes. O episódio gerou investigações em curso, com audições previstas para os próximos dias.
O Benfica declarou confiança na versão de Prestianni, enquanto a UEFA nomeou um Inspetor de Ética e Disciplina para analisar o caso. Gianni Infantino, presidente da FIFA, reagiu publicamente, pedindo responsabilização dos envolvidos.
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