Iúri Leitão não criava ilusões sobre a Volta a França, mas admitiu que seria uma experiência extraordinária se a Caja Rural for convidada para a 113.ª edição. O ciclista português considera a prova um “espectáculo” que desperta o sonho de participar.
A notícia foi confirmada pela organização da corrida a 30 de janeiro, com a Caja Rural a estrear-se na Volta. Leitão manifestou na altura que, se pudesse alinhar-se na prova, ficaria muito contente.
O corredor de Viana do Castelo explicou à Lusa que a equipa tem uma rotação de 26 ciclistas, sendo apenas oito escolhidos para a prova. As escolhas dependem da forma individual e dos objetivos da equipa, que ainda não está definida para a temporada.
A Caja Rural tem, segundo Leitão, uma filosofia maioritariamente voltada para os trepadores, com o sprint a ganhar protagonismo nos últimos anos. O conjunto espanhol tem dois bons sprinters este ano, o que pode alterar a estratégia.
Se for convocado para apoiar Fernando Gaviria, Leitão disse que não hesitará em cumprir ordens. “Representar a equipa é o objetivo e trabalhar para um dos melhores sprinters da história não será problema”, assegurou o atleta.
Sem programa definido para já, Leitão disse que os objetivos surgirão conforme o calendário da equipa. O ciclista destacou as boas sensações que tem tido nas provas de início de temporada e mencionou o recente título em pista nos Europeus, onde foi campeão no omnium e vice no madison.
O bicampeão olímpico português recordou ainda que regressar a Portugal para competir é sempre positivo. Leitão destacou as provas por etapas pelo seu charme e imprevisibilidade, reconhecendo a sua predileção pelas clássicas, mas valorizando a experiência das voltas por etapas.
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