A Comissão Europeia anunciou que vai boicotar a cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina, em 6 de março, em protesto contra a permissão de competir sob bandeiras nacionais para atletas russos e bielorrussos. A decisão é motivada pela continuação da agressão da Rússia contra a Ucrânia.
O comissário do Desporto, Glenn Micallef, afirmou ser inaceitável reintroduzir símbolos nacionais num contexto de guerra. Garantiu que não estará presente na cerimónia, que se realiza na Arena de Verona, e que a decisão não pode ficar sem resposta.
O IPC já tinha confirmado que seis atletas russos e quatro bielorrussos seriam autorizados a competir sob as bandeiras dos seus países, em condições para atletas neutros. A medida segue as regras vigentes para Paris 2024 e Milão-Cortina, após alterações ocorridas em 2024.
Reação e Contexto
A permissão de participação como “atletas individuais neutros” surgiu após decisões judiciais e assembleias do IPC que reavaliaram a suspensão de atletas russos e bielorrussos. O número de atletas aprovados para Milão-Cortina inclui 6 russos e 4 bielorrussos, repartidos entre esqui alpino, esqui de fundo e snowboard.
A decisão de permitir as bandeiras nacionais foi tomada num contexto de reavaliação da participação dos atletas das duas federações. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia também criticou a medida, pedindo ao IPC que a reveja com urgência.
Detalhes da participação
- Atletas russos: 6 (varias categorias de esqui e snowboard).
- Atletas bielorrussos: 4 (esqui de fundo e outras disciplinas).
- Eventos: Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina, março de 2025.
- Condições: participação apenas como atletas neutros, sem apoio dirigido às forças armadas ou agências ligadas ao governo.
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