O atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych foi proibido de usar um capacete que exibia imagens de atletas olímpicos mortos durante a guerra na Ucrânia, durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Itália. O incidente ocorreu enquanto o atleta treinava em skeleton e foi confirmado pela organização responsável pela comunicação do COI.
Heraskevych divulgou um vídeo em que denuncia que Toshio Tsurunaga, representante do Comité Olímpico Internacional, se deslocou à Vila Olímpica para comunicar a decisão. O atleta afirma sentir que o COI trai atletas que fizeram parte do movimento olímpico ao impedir a homenagem na arena desportiva.
O capacete exibia imagens de vários atletas ucranianos falecidos, incluindo a halterofilista Alina Perehudova, o pugilista Pavlo Ischenko, o jogador de hóquei Oleksiy Loginov, o ator e atleta Ivan Kononenko, a mergulhadora Mykyta Kozubenko, o atirador Oleksiy Habarov e a dançarina Daria Kurdel.
COI mantém proibição sobre capacete
O COI autorizou, no entanto, que Heraskevych use uma braçadeira negra, mantendo a proibição do capacete. Toshio Tsurunaga explicou à Reuters que a decisão baseou-se na Carta Olímpica, que proíbe qualquer manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial em instalações e áreas olímpicas.
O Comité Olímpico da Ucrânia informou ter pedido ao COI para permitir a utilização do capacete em memória dos atletas mortos na guerra. Segundo o organismo, o capacete foi criado para homenagear os atletas ucranianos que defenderam o país ou foram vítimas do conflito.
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