Imane Khelif ganhou ouro na categoria de peso meio-médio nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, mas ficou no centro de polémicas sobre a identidade de género. A atleta argelina afirma ter feito tratamento hormonal para competir, reduzindo a testosterona.
Khelif nega ser trans e assegura que nasceu e foi criada como rapariga. Em entrevista ao jornal francês L’Equipe, revelou que recebeu acompanhamento médico durante a preparação para Paris 2024.
Antes de Paris 2024, a pugilista declarou que o processo envolveu médicos e um professor que a supervisionaram. A participação em Dakar, para apuramento africano, esteve marcada pela redução da testosterona para zero, segundo as declarações da atleta.
Controvérsia e questões regulatórias
A atleta, de 26 anos, sustenta que a diferença genética é natural e que não escondeu exames. Contou ter contactado a World Boxing para envio de exames, sem resposta até ao momento, e afirma estar disponível para realizar testes genéticos obrigatórios.
Khelif aguarda autorização para competir em França, após terem sido impedidos de competir internacionalmente pela WB devido à exigência de testes genéticos. O COI não alterou o estatuto do boxe para Paris 2024, mantendo a elegibilidade para 2028.
Contexto e desfechos institucionais
A IBA foi suspensa do Movimento Olímpico em 2019 e afastada quatro anos depois por questões de governança, não impedindo o boxe olímpico. O regulador orienta as qualificações para Paris 2024, tal como ocorreu em Tóquio 2020.
Khelif e Lin Yu-ting cumpriram os requisitos de elegibilidade fixados pelo COI; o organismo mantém a gestão do apuramento para Los Angeles 2028 pela WB, criada em 2024, sem alterações ao programa olímpico.
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