A pugilista argelina Imane Khelif, campeã olímpica dos -66 kg em Paris 2024, revelou ter feito tratamento hormonal antes dos Jogos para reduzir os níveis de testosterona. A afirmação foi feita numa entrevista ao jornal francês L’Équipe.
A atleta de 26 anos também confirmou que o acompanhamento médico ocorreu durante a preparação para o ciclo olímpico, incluindo a qualificação africana em Dakar. O objetivo do tratamento foi facilitar a competição na categoria feminina.
Khelif nega ser transgénero, referindo que possui o gene SRY, o que considera natural. A campeã afirmou que cresce desportivamente como rapariga e que nunca teve a intenção de alterar a natureza.
Imane Khelif está envolvida numa controvérsia pública sobre questões de género, com adversárias a questionarem a sua elegibilidade para o desporto. A atleta já enfrentou críticas de várias figuras do meio desportivo.
Antes de Paris 2024, a pugilista foi impedida pela World Boxing (WB) de competir internacionalmente por recusas em realizar um teste genético exigido pela entidade. O caso resultou numa licença profissional pendente para atuar em França.
Khelif já indicou disposição para cumprir quaisquer testes que a WB imponha para os Jogos de Los Angeles 2028. A atleta afirma ter enviado exames à WB, sem receber resposta oficial até ao momento.
A história de elegibilidade em boxe envolve a IBA, que foi afastada do movimento olímpico em 2023 por governança, mantendo o COI o boxe no programa olímpico. A WB surgiu para regular qualificações, incluindo Paris 2024.
Khelif e Lin Yu-ting utilizaram os requisitos de elegibilidade do COI para competir recentemente, apesar de desqualificações anteriores em Mundiais. A qualificação para Los Angeles 2028 permanece sob supervisão da WB.
Entre na conversa da comunidade