Alex Honnold, o norte-americano que escalou o Taipei 101 sem qualquer proteção, revelou ao The New York Times que o pagamento recebido pela Netflix, que transmitiu o feito em direto, pode ter sido o maior da sua carreira, embora considere o valor embaraçoso. A façanha ocorreu no edifício mais alto de Taiwan e foi apresentada como um espetáculo televisivo.
O atleta de 40 anos explicou que o que recebeu pela participação foi, na perspetiva dele, mais alto do que esperava, mas ainda assim incomparável com a fortuna de alguns desportistas de elite. A afirmação foi feita após o jornalista questionar se o montante poderia ser de dezenas de milhões, o que ele negou de forma assertiva, mantendo que o valor real seria consideravelmente inferior.
Segundo o The New York Times, duas fontes com acesso ao contrato indicaram que o pagamento ficou na faixa de seis dígitos, com uma estimativa a rondar 500 mil dólares (aproximadamente 420 mil euros). O jornalista também descreveu o acordo como um pagamento pelo espetáculo, não apenas pela escalada em si.
Valor do contrato e contexto
Honnold referiu que, num contexto de desportos de alto rendimento, o montante pode ser considerado embaraçosamente baixo, especialmente quando comparado com contratos de ligas como a MLB. Ao mesmo tempo, o atleta insistiu que escalaria o Taipei 101 de forma gratuita se não existisse o programa de televisão ou se recebesse autorização para a façanha.
O episódio levou a debates sobre remuneração de atletas que realizam feitos de alto risco para transmissão em direto. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre condições contratuais ou sobre o montante coberto por direitos de imagem e produção.
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