Rosa Mota, antiga campeã olímpica e vencedora da maratona de Boston em 1987, ofereceu objetos das suas vitórias ao Museu do Mundo do Atletismo (MOWA). A notícia foi anunciada pela World Athletics, esta quinta-feira.
A iniciativa insere a atleta, que conquistou ouro em Seoul-1988, entre as figuras nacionais já associadas ao museu, como Carlos Lopes e Susana Feitor. O MOWA reuniu, globalmente, 57 itens de 38 atletas de 16 países.
A campanha de angariação e o conteúdo cedido
A World Athletics anunciou uma campanha de angariação que rendeu itens de competição, sapatilhas, equipamentos e troféus para o espólio do museu. O total inclui peças de 4 continentes, ainda sem valor monetário partilhado.
Rosa Mota doou a medalha da vitória em 1987, o par de sapatilhas usadas em 1988 e o conjunto de equipamento com o dorsal de 1990. Estas peças destacam a relação entre o atleta e os anos de competição.
O presidente da World Athletics salientou o simbolismo dessas doações, especialmente quando dois campeões olímpicos da maratona cedeiam memórias para o MOWA. Seguiu-se o reconhecimento da emoção gerada pelas doações.
O museu já tinha itens de Carlos Lopes, incluindo o equipamento exibido nos Jogos de Montreal-1976, onde obteve a prata nos 10.000 metros. Susana Feitor também está representada com sapatilhas e dorsal de Helsínquia-2005.
Funcionamento e alcance do museu
O MOWA funciona como exposição itinerante durante competições oficiais da World Athletics, com a próxima apresentação nos Mundiais de pista coberta em Torun, entre 20 e 22 de março de 2026. Possui ainda espaço virtual permanente.
Entre as aquisições recentes destacam-se itens de atletas como Shelly-Ann Fraser-Pryce, Femke Bol, Sifan Hassan e Nafissatou Thiam, entre outros. A análise de impacto contempla visitas e visibilidade internacional.
Em 2025, durante 11 semanas em Tóquio, a exposição física do museu recebeu cerca de 200 mil visitantes, segundo dados da World Athletics. O evento ocorreu ao lado dos Mundiais ao ar livre.
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