O Águeda Action Club (ACTIB) apresentou, com a nova direção empossada, uma visão ambiciosa para o Crossódromo Internacional de Águeda. O foco está numa estratégia de longo prazo que junta desporto, formação e memória histórica, com atividade permanente ao longo do ano.
Para alcançar estes objetivos, a direção sustenta três pilares: manter o MXGP de Portugal, promover o crescimento orgânico do clube e transformar o crossódromo num equipamento desportivo multifacetado. Tiago Silva, presidente, sublinha a importância de assegurar a continuidade da prova, apesar do impacto financeiro e organizativo.
O MXGP de Portugal é visto como elemento de projeção externa para Águeda, destacando-se por realizar-se longe dos grandes centros. A nova gestão admite que o sucesso depende de uma gestão rigorosa e de parcerias institucionais sólidas.
Estruturação e atividade permanente
A estratégia prevê o aumento do número de associados e a diversificação de atividades, com maior foco em modalidades outdoor e de duas rodas. Esta expansão visa envolver a comunidade e garantir sustentabilidade a médio e longo prazo.
Pretende-se ainda que o Crossódromo seja utilizado de forma contínua, não apenas em eventos pontuais. A ideia é acolher atividades e iniciativas ao longo de todo o ano, reforçando o papel do espaço como referência nacional.
Formação e museu histórico
A direção pretende criar uma escola dedicada ao motocross e a outras modalidades de rodas, com especial atenção para formar novos atletas locais. A centralização de formação visa atrair jovens praticantes e manter a modalidade no concelho.
Paralelamente, planeia-se um núcleo museológico no próprio crossódromo, dedicado à história de Águeda e ao contributo regional no motocross, indústria associada e setor da bicicleta. O objetivo é valorizar património local e destacar campeões aguedenses.
Envolvimento institucional e perspetivas futuras
Tiago Silva realça o legado histórico de Águeda na área, que actualmente está pouco representado dentro do concelho. Parte do espólio encontra-se exposto fora do município, o que é visto como uma oportunidade de reforçar a identidade local.
A concretização depende de alinhamento com a Câmara Municipal de Águeda e do enquadramento territorial do crossódromo, num momento de planos para expansão da zona industrial envolvente. A direção acredita que o projeto pode posicionar o espaço como eixo estratégico para o turismo, indústria e desporto.
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