Os Heróis do Mar alinharam uma nova estratégia para o Europeu de 2026, apostando na renovação gradual sem perder a consistência competitiva. A equipa tem vindo a construir resultados desde 2020, quando chegou ao seu primeiro Europeu com a geração de ouro que marcou o salto de qualidade do andebol nacional. A progressão levou a melhor desempenho em Mundiais, incluindo a qualificação histórica para Tóquio 2020 e um quarto lugar no Mundial de 2025.
A renovação envolve jovens talentos que cresceram na base ao longo de anos, mantendo um núcleo experiente. Entre os nomes que emergem estão Martim Costa e Francisco Costa, filhos de Ricardo Costa, que já se afirmaram na seleção principal. O processo é acompanhado pelo treinador Paulo Jorge Pereira, que tem orientado a equipa desde os últimos ciclos de transição.
Convocatória e renovação
A convocatória para o Europeu de 2026 privilegia atletas com experiência em ligas competitivas, incluindo jogadores de Sporting, Benfica e FC Porto, somados a reforços no estrangeiro. Diogo Valério, Gustavo Capdeville e Pedro Tonicher aparecem como guarda-redes, com a frente de jogo a ser sustentada por uma rotação ampla de alas, laterais e pivôs. A lista destaca também a aposta em jovens que disputam torneios internacionais de elite.
Objetivos e leitura do estágio
O objetivo principal é ficar no top 5, mantendo a lógica de evolução competitiva que tem marcado o ciclo atual. O estágio de preparação contou com ligações a torneios internacionais, nomeadamente um evento em Espanha, que permitiu aferir o rendimento de todos os convocados frente a adversários de alto nível. O grupo acredita que a pressão positiva favorece o desenvolvimento dos atletas.
Desenvolvimento por posições e clima competitivo
Na baliza, a equipa conta com Diogo Valério, Capdeville e Tonicher, que atuam com regularidade em ligas estrangeiras. A linha defensiva abre espaço para a criatividade ofensiva, baseada na relação entre a primeira linha e os pivôs, com Martim e Francisco Costa como pilares do 1×1. O técnico reforça que o modelo de jogo permanece sólido, com pequenas melhorias tidas como possíveis.
Calendário e perspetivas do Europeu 2026
O Europeu será disputado na Dinamarca, Noruega e Suécia, com a fase inicial entre 15 e 21 de janeiro. Portugal integra o grupo B e inicia frente à Roménia, seguindo-se a Macedónia do Norte. Nos dois dias seguintes, o calendário prevê confrontos contra adversários diretos do grupo, no contexto de uma primeira fase que define o acesso à segunda ronda.
Na segunda fase, os vencedores dos grupos disputam lugares até às meias-finais. Portugal jogar-se-á a fase final na Jyske Bank Boxen, em Herning, com a perspetiva de alcançar as meias-finais ou o calendário de quinto a sexto lugares. A organização do torneio mantém o foco numa competição de alto nível que exige estratégia, preparação e adaptação rápida.
Reconhecimento internacional
Entre os de alto nível citados pela organização há jogadores de elite de várias ligas europeias, como França, Alemanha e Espanha, que compõem uma rede de competitividade que ajuda a manter o nível de Portugal. O desempenho da seleção, ao longo dos ciclos recentes, é creditado como fator de reconhecimento e respeito no panorama do andebol mundial.
Condição atual e próximos passos
Com a renovação em curso, o objetivo imediato é manter a consistência do modelo ofensivo, explorar o potencial dos jovens atletas e consolidar a eficácia da dupla Costa, que vem ganhando espaço pela primeira linha. A equipa trabalha para fortalecer a coesão defensiva e o encaixe tático entre os setores, preparando-se para o desafio europeu de 2026.
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