Hélder Rodrigues, piloto português, compete na categoria SSV no rali Dakar, já na 13.ª participação. Regressou à prova de todo-o-terreno após dois anos de ausência, na edição que decorre em Riade.
Durante o dia de descanso, Rodrigues afirmou que existem bons pilotos lusos em competição nesta 48.ª edição, salientando o grupo atual e a possibilidade de ganhar etapas. O sintrense tem 45 anos e já venceu nove etapas em duas rodas.
O veterano da competição lembrou o papel de Martim Ventura, da Honda, entre os jovens, mas destacou o leque de pilotos nacionais com potencial de responder à exigência do Dakar.
Formação e ambição nacionais
Rodrigues revelou estar envolvido num projeto com a Polaris, em parceria com a Santag Racing, a médio prazo, para lutar pela vitória na categoria SSV, dependente de apoio adicional da marca para competir com as fábricas.
O piloto já participou em várias geografias do Dakar, desde África até a América do Sul, chegando agora à Arábia Saudita, onde a prova voltou a passar após 2020. Gosta do terreno saudita, embora reconheça o público menos expressivo.
O experiente motociclista mostrou que pretende regressar às motas ainda em 2026, conciliando o trabalho com o projeto atual, já que o treino tem sido limitado pela agenda profissional. Mantém, porém, o desejo de voltar a competir em enduro.
Situação atual da prova
Nesta edição, Rodrigues teve problemas na fase inicial, ficou sem gasolina na abertura e atrasos na sexta etapa devido a uma quebra de motor. A organização mantém a corrida, com a etapa de hoje a descansar e a próxima tirada entre Riade e Wadi Ad Dawasir, com 462 km cronometrados.
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