Nuno Borges foi eleito para o Conselho Consultivo de Jogadores do circuito masculino da ATP, em substituição de outros membros, até 2028. O(portugues) tenista, 28 anos, encontra-se na Ásia a disputar o Hong Kong Open, marcando o arranque de 2026.
Borges afirma à Lusa que a ATP está a prestar mais atenção aos interesses dos jogadores. O jogador, número mais alto do ténis nacional, diz que o mandato deverá durar três anos e que pretende defender as necessidades dos colegas.
No Hong Kong Open, o Porto-born Borges venceu o bósnio Damir Dzumhur, por 6-4 e 6-3, em uma hora e 15 minutos. Na ronda seguinte, defronta o croata Marin Čilić, antigo campeão do US Open, em 2014.
O futuro encontro entre Borges e Čilić marca os oitavos de final do torneio. O objetivo do português é manter a boa forma e consolidar a presença no circuito, antes de rumar a Melbourne para o Open da Austrália, que começa a 12 de janeiro.
Na mesma altura, a ATP anunciou a eleição de quatro novos membros para o Conselho até 2028. O conselho tem funções consultivas e apresentará recomendações à direção da organização, com as primeiras reuniões marcadas para Melbourne, antes do Open da Austrália.
Entretanto, a Associação de Jogadores Profissionais de Ténis (PTPA) mantém ações legais contra várias entidades do circuito masculino e feminino, num processo que questiona o calendário, as receitas dos torneios e as regras de ganhos dos jogadores.
A PTPA alega abusos sistémicos e práticas anticoncorrenciais, defendendo uma repartição mais justa de receitas. O caso envolve entidades como a Federação Internacional de Ténis e os quatro maiores torneios do circuito.
Na última semana, Novak Djokovic anunciou a retirada da PTPA, citando divergências com a direção da organização. O sérvio justificou a decisão com preocupações sobre transparência e governação, bem como a forma como a sua voz é representada.
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