O Comité Olímpico de Portugal (COP) manteve nesta quinta-feira, numa mensagem de Ano Novo, o foco em políticas que promovam a estabilidade do desporto nacional e vão além dos resultados imediatos. O objetivo é atrair parcerias entre Estado, autarquias, universidades, empresas, federações e clubes para apoiar trajetórias de longuíssimo fôlego.
Fernando Gomes, presidente do COP, sublinhou que o desporto é um investimento coletivo e que contratos plurianuais com as federações podem assegurar saúde, prevenção de doenças e opções profissionais para atletas em formação. O recado foi divulgado pelo COP na abertura de 2026.
No ano anterior, Portugal somações relevantes em Mundiais das modalidades olímpicas, com três ouros, duas pratas e três bronzes em atletismo, canoagem, judo, surf e triatlo. O COP ressalta ainda o aumento de atletas no projeto olímpico e a melhoria de recursos em 2025.
Novos instrumentos e financiamento
Para 2026, o COP planeia reforçar o apoio às federações com nova distribuição de verbas das apostas desportivas e criar o Fundo de Desenvolvimento Desportivo, para modalidades fora desse bolo. Também pretende ampliar bolsas de apoio e reformar o Estatuto do Dirigente Desportivo em regime voluntário.
Objetivos de longo prazo e enquadramento financeiro
A reforma da Lei do Mecenato está prevista para facilitar benefícios fiscais a empresas que apoiem atletas portugueses. O COP mantém o rumo de consolidar trajetórias rumo aos Jogos de Paris 2024 e Los Angeles 2028, com foco também em Brisbane 2032.
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