- Em 29 de outubro de 1900, Caracas foi atingida pelo sismo de magnitude entre 7,6 e 7,7, conhecido como “San Narciso”.
- O abalo causou 21 mortos, mais de 50 feridos e colapsou cerca de 300 edifícios, incluindo a Catedral e várias igrejas.
- O sismo foi sentido em várias cidades venezuelanas e provocou deslizamentos de terra e quedas de rochas.
- O presidente da época, Cipriano Castro, terá atirado-se de uma janela durante a crise, magoando o tornozelo.
- Nos meses seguintes, houve mais de 250 réplicas; uma semana depois, o governo adquiriu os primeiros sismógrafos para o país.
O sismo de San Narciso, registado há mais de um século, continua a ser o mais forte já verificado na Venezuela. Em 29 de outubro de 1900, às 04h42 locais, Caracas acordou com um abalo de magnitude entre 7,6 e 7,7 que deixou marcas profundas na capital e no país.
Segundo a Fundação Venezuelana de Pesquisa Sismológica (Funvisis), citado pelo El Mundo, o terramoto provocou 21 mortos e mais de 50 feridos. Várias construções históricas de Caracas ficaram destruídas ou severamente danificadas, incluindo a catedral e várias igrejas importantes.
O abalo motivou deslizamentos, quedas de rochas e avalanches sísmicas, e foi sentido noutras cidades do país, nomeadamente Valencia, Barcelona, Píritu, Upata, El Callao, Ciudad de Bolívar e San Fernando de Atabapo. No total, cerca de 300 edifícios foram destruídos ou danificados.
Relatos da época indicam que a população buscou abrigo em tendas improvisadas e que o presidente Cipriano Castro terá ficado ferido ao saltar de uma janela para escapar. Em relação a consequências políticas, não houve menção de alterações significativas no governo a partir do evento.
Nos meses seguintes, o país registou mais de 250 réplicas. Uma semana após o sismo, o governo venezuelano adquiriu os primeiros sismógrafos para monitorizar movimentos do solo.
Apesar de novos sismos de 7,2 e 7,5 ocorridos recentemente, Caracas permanece marcada pelo forte abalo de 1900, considerado o maior já registado na história da Venezuela.
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