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Cinco meses após a tempestade Kristin, Ferreira do Zêzere continua marcado

Cinco meses após Kristin, Ferreira do Zêzere continua na recuperação; prejuízos entre 150 e 200 milhões de euros e criação de fundo de emergência

Tempestade Kristin causa estragos em Ferreira do Zêzere, afeta terreno de Leonardo Francisco
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  • Cinco meses depois da tempestade Kristin, Ferreira do Zêzere continua a recuperar, com danos estimados entre 150 e 200 milhões de euros.
  • O município cancelou eventos, reduziu cerca de 200 mil euros em despesa e criou um fundo municipal de emergência.
  • O presidente da Câmara, Bruno Gomes, diz que a resposta imediata foi alcançada, mas a recuperação total ainda não está concluída.
  • Foi recebido um adiantamento de cerca de 1,4 milhões de euros; continuam a faltar mecanismos de apoio para particulares, associações e juntas de freguesia.
  • Persistem problemas em infraestruturas de telecomunicações e energia; a recuperação pode prolongar-se para além de 2026, segundo o autarca.

Ferreira do Zêzere continua a recuperar cinco meses após a passagem da tempestade Kristin, que afetou o concelho em 28 de janeiro. O município já cancelou eventos e criou um fundo de emergência, com custos estimados entre 150 e 200 milhões de euros.

O presidente da Câmara, Bruno Gomes, afirmou que a resposta imediata às situações mais críticas está alcançada, mas a recuperação total ainda não terminou. O autarca adiantou um apoio recebido de 1,4 milhões de euros, ainda por traduzir em medidas completas para particulares e entidades locais.

A redução de verbas públicas ocorreu em áreas culturais e desportivas, cerca de 200 mil euros. Entre os impactos, ficou o cancelamento do Festival do Fado e de várias iniciativas de associações, incluindo as Marchas Populares e os Círios.

Para melhorar a resposta a futuras ocorrências, o município pretende canalizar parte das verbas cortadas para um fundo municipal de emergência e reforçar a capacidade de resposta a situações excepcionais.

Persistem problemas em infraestruturas críticas, sobretudo telecomunicações e energia. Há zonas do concelho com falhas de internet e instabilidade de redes móveis, o que preocupa populações e empresas.

Bruno Gomes sublinhou que a recuperação não é apenas física, referindo impactos sociais e psicológicos. Muitas famílias continuam a lidar com as consequências emocionais da intempérie.

A autarquia destaca ainda a mobilização da comunidade, com participação de voluntários, empresas e entidades públicas desde janeiro. A solidariedade tem sido determinante na fase de recuperação.

O objetivo é, nos próximos meses, completar a reposição de infraestruturas mais afetadas e avançar com investimentos previstos, ainda que a total recuperação se prolongue para além de 2026.

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