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Europa enfrenta 2025 com aumento de calor em terra e mar

Em 2025, a Europa registou temperaturas sem precedentes no ar e no mar, a maior área ardida de sempre e secas persistentes, com impactos em ecossistemas

Clima
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  • Em 2025, a temperatura do ar ficou acima da média em 95% da Europa e a temperatura da superfície do mar na região europeia atingiu o valor mais elevado de sempre.
  • A Europa registou a maior área ardida de sempre por incêndios florestais, 1.034.550 hectares, com emissões também entre as mais altas já contabilizadas. Portugal esteve entre os países com grande extensão de fogo.
  • 2025 foi um ano marcado por caudais de rios abaixo da média na maior parte do continente e por uma das três humidades do solo mais baixas desde 1992.
  • O recuo de gelo e de neve continuou; a camada de gelo da Gronelândia perdeu 139 mil milhões de toneladas e a neve em março ficou 31% abaixo da média, a terceira menor extensão desde 1983.
  • As energias renováveis representaram 46,4% da eletricidade europeia, com a energia solar a contribuir 12,5% (recorde); ocorreram ondas de calor no norte do continente, incluindo Noruega, Suécia e Finlândia.

O relatório European State of the Climate (ESOTC) de 2025 revela que a temperatura em terra na Europa ficou, em média, acima do normal em 95% do continente. A temperatura da superfície do mar na região europeia atingiu o valor mais elevado já registrado. A divulgação ocorreu nesta quarta-feira, pelo ECMWF e pela OMM.

A área ardida por incêndios florestais atingiu o recorde histórico, com mais de 1,03 milhões de hectares queimados. Em paralelo, caudais de rios permaneceram abaixo da média e ocorreram tempestades e inundações em várias regiões, incluindo Portugal.

Dados-chave do estado do clima na Europa

No norte do continente, Noruega, Suécia e Finlândia viveram uma onda de calor de três semanas, com temperaturas superiores a 30 ºC. Frosta, no centro da Noruega, marcou 34,9 ºC.

Ao longo do ano, os glaciares europeus perderam massa, com grande parte da Islândia destacando-se nesse recorte. A cobertura de neve em março situou-se 1,32 milhões de km² abaixo da média, representando 31% a menos.

A Gronelândia perdeu cerca de 139 mil milhões de toneladas de gelo, contribuindo para o aumento do nível do mar, já que cada centímetro adicional pode expor milhões de pessoas a inundações.

Na maior parte da superfície oceânica europeia, 86% registou ondas de calor fortes, e a temperatura anual do mar foi a mais elevada de sempre, pelo quarto ano consecutivo de calor recorde.

Em termos de zonas climáticas, o ESOTC aponta que os incêndios consumiram 1,034 milhões de hectares, com emissões também nas mais altas já observadas, incluindo a Península Ibérica, Chipre, Reino Unido, Países Baixos e Alemanha.

Paralelamente, 70% dos rios europeus apresentaram caudais abaixo da média durante grande parte do ano, tornando 2025 um dos três mais secos em termos de humidade do solo desde 1992.

Ainda assim, registaram-se tempestades e inundações, como em Portugal, que impactaram populações e infraestruturas.

Energia e perspetivas

Como nota positiva, as energias renováveis chegaram a 46,4% da eletricidade gerada na Europa, com a solar a contribuir 12,5%, um novo recorde.

O relatório destaca o papel do aquecimento rápido nas regiões frias, nomeadamente no Ártico e nos Alpes, onde a neve e o gelo ajudam a moderar as alterações climáticas devido ao efeito albedo.

O Copernicus é a componente de observação da Terra do programa espacial da UE; o ECMWF realiza previsões meteorológicas, e a OMM é a autoridade da ONU para o estado da atmosfera e a interação com terra e oceanos.

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