A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou que 26 estradas no território nacional permanecem encerradas após a passagem das tempestades. Ao mesmo tempo, já foi possível resolver 92% dos cortes registados, de acordo com a IP. Miguel Cruz, presidente da IP, falou na abertura de uma reunião em Arganil.
A IP regista que chegaram a ocorrer mais de 300 cortes totais de troços, mas a maioria já foi reparada. As intervenções visam estabilizar plataformas, conter deslizamentos, melhorar drenagens e reconstruir infraestruturas afetadas.
Localização dos cortes
No distrito de Lisboa há 10 estradas com circulação interrompida, incluindo EN8-2, EN115, EN9, EN248 e variantes em Cadaval, Mafra, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.
Na região de Coimbra existem cortes na ER 2 em Penacova, na EN 347, no ex-IC3, na ER110 e na EN342 em Arganil.
Mais dados e perspetivas
Em Viseu, as estradas EN323 e EN222 estão cortadas; em Setúbal, EN261-2 e EN378; em Santarém, EN114-2 e EN243. Há também cortes na EN232 (Manteigas), EN15 (Amarante), EN336 (Anadia), EN2 (Sertã) e EN243 (Porto de Mós).
A IP informou ainda que, durante o período de instabilidade, foram realizadas 1.300 inspeções extraordinárias a pontes e outras obras de arte. Não foram identificados problemas estruturais significativos até ao momento.
Miguel Cruz indicou que muitas intervenções deverão ter duração de quatro a seis meses, com possíveis constrangimentos na disponibilidade de projetistas e, em menor medida, de empreiteiros. O objetivo é que a maior parte das estradas volte a ter circulação estável até dezembro de 2026.
O presidente lembrou que os eventos climáticos tendem a intensificar-se e manter-se imprevisíveis, sublinhando a necessidade de planeamento e resposta rápidas para evitar perturbações em futuros episódios.
Entre na conversa da comunidade