- O mês de março foi quente e seco no continente, com temperatura média do ar de 12,99 °C, 0,62 °C acima da normalidade, e precipitação de 42,1 mm, apenas 54% do valor normal.
- Foi o quinto março mais quente desde 2000 para o continente, mantendo o ano hidrológico acima da média, apesar do inverno ter sido muito chuvoso.
- A precipitação baixa levou a uma redução significativa da água no solo, com início de uma onda de calor em parte do país no final do mês.
- Regionalmente, Norte, interior do Centro e Alto Alentejo tiveram menos de metade do normal de março.
- A Madeira teve temperatura média inferior ao normal com precipitação acima da média; nos Açores foi frio e seco, e houve uma região de anomalias negativas de temperatura sobre o Atlântico Nordeste.
O mês de Março foi quente e seco no continente, segundo o boletim climatológico do IPMA. As temperaturas ficaram acima do normal e a precipitação atingiu apenas 54% do valor habitual, confirmando uma das secas mais fortes desde 2000.
A temperatura média do ar foi de 12,99°C, 0,62°C acima da média de referência (1991-2020). Também se registaram valores acima do normal nas temperaturas máxima e mínima, com início de uma onda de calor em parte do país.
Precipitação e impacto no solo
Março apresentou apenas 42,1 milímetros de chuva, o oitavo março mais seco desde 2000. Regiões como o Norte, interior Centro e Alto Alentejo registaram menos da metade do regime habitual para a época.
Perspectiva hidrológica
O IPMA aponta para uma redução significativa da água no solo, embora o ano hidrológico permaneça acima da média devido ao inverno chuvoso. O alerta refere-se à dadiva de água disponível para uso público e agropecuário.
Situação regional
Nos Açores foi registado um mês frio e seco, enquanto na Madeira a temperatura média ficou abaixo do normal, com precipitação acima da média. O relatório também descreve uma zona de anomalias negativas da temperatura do ar sobre o Atlântico Nordeste.
Considerações finais do balanço
O documento indica ainda que, no mês, persiste uma tendência de temperaturas acima do normal na Europa Ocidental, com impactos potenciais na disponibilidade de recursos hídricos. As autoridades continuam a monitorizar a evolução climática.
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