- A China lançou a missão Shenzhou-23 para a estação Tiangong, com três astronautas a bordo: Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, sendo que um deverá permanecer um ano no espaço.
- A tripulação vai realizar mais de cem experimentos, incluindo uma rotação orbital com a missão Shenzhou-21, que está na estação há mais de 200 dias.
- Um dos objetivos é estudar o impacto de um ano no corpo humano, recolhendo dados de saúde para preparar futuras missões de maior duração.
- Entre as experiências estão o cultivo de embriões artificiais (peixe-zebra e rato) para perceber o desenvolvimento de vida no espaço e o cultivo de arroz por várias gerações.
- Também serão estudadas a biologia do corpo humano em microgravidade, o processamento de gordura no fígado, e a radiação, com plantas expostas ao exterior da nave durante meses.
No fim de semana, a China lançou a missão Shenzhou-23 para a estação espacial Tiangong, com três astronautas a bordo. A nave descolou do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no deserto de Gobi.
A tripulação é composta pelo comandante Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying. Um dos cosmonautas permanecerá no espaço por um ano, marcando uma nova fase de exploração chinesa.
Durante a estadia em órbita, os astronautas vão realizar mais de 100 experiências científicas. Entre elas, está a rotação com a Shenzhou-21, que já está na estação há mais de 200 dias.
A missão surge numa altura de preparação para a futura alunagem tripulada até 2030, segundo autoridades chinesas. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre voos de longa duração.
Um dos trabalhos da Shenzhou-23 envolve estudar o impacto de um ano no corpo humano, com recolha de dados de saúde para futuras missões mais longas. A investigação é promovida pela imprensa estatal.
Entre as experiências está o cultivo de embriões artificiais, com peixe-zebra e rato, para avaliar o desenvolvimento em ambiente espacial. O estudo integra o que os meios oficiais chamam de sistema de investigação embrionária.
Sementes de arroz também vão ser cultivadas na estação, para acompanhar o efeito da microgravidade ao longo de várias gerações. Pela primeira vez, duas gerações de arroz poderão crescer integralmente no espaço.
Outras experiências incluem análises de biologia para perceber como a gordura é processada nas células do fígado, com potencial impacto na saúde em missões longas. Observa-se ainda o efeito da radiação na germinação de plantas.
A equipa deverá realizar tarefas de apoio à missão, como o movimento de carga e caminhadas espaciais programadas, ao longo de toda a permanência orbital.
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