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Milhares assistem a monges-robô a desfilar nas ruas históricas de Seul

Monges-robô desfilam em Seul durante procissão de lanternas, símbolo da modernização do budismo sul-coreano e da aposta em atrair jovens

Robôs humanoides vestem-se de monges em desfile que celebra o aniversário de Buda
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  • Quatro monges-robô participaram no desfile de lanternas em Seul, envergando trajes tradicionais.
  • Os robôs Gabi, Seokga, Mohee e Nisa desfilaram pelo bairro de Jongno, junto a artistas e dançarinos, acompanhado de lanternas de lótus iluminadas.
  • Cerca de cinquenta mil participantes transportaram perto de cem mil lanternas artesanais durante a procissão anual da Ordem Jogye.
  • Os monges-robô atuarão como monges honorários nas celebrações deste ano, marcando a modernização tecnológica do budismo.
  • O projeto visa atrair seguidores mais jovens e reflecte preocupações com a diminuição do número de monges e o papel da inteligência artificial na vida diária.

Quatro monges-robô, trajados com vestes tradicionais, desfilaram em Seul, no bairro de Jongno, à frente de milhares de pessoas, durante o desfile de lanternas antes do aniversário de Buda. Os robôs Gabi, Seokga, Mohee e Nisa participaram como monges honorários.

A procissão reuniu cerca de 50 000 participantes e transportou perto de 100 000 lanternas artesanais, numa celebração ligada à Ordem Jogye, a maior do budismo sul-coreano. O desfile juntou também artistas e bailarinos.

Os monges-robô vestiram-se com trajes monásticos e marcaram uma etapa na estratégia de modernização do budismo na Coreia do Sul. O evento ocorreu num percurso sob lanternas coloridas, entre portas históricas da cidade, numa cerimónia de cerca de 40 minutos.

Contexto e impacto

Gabi participou recentemente numa cerimónia de ordenação simbólica no templo Jogyesa, em Seul, com princípios budistas adaptados, como respeito pela vida e uso responsável da tecnologia. O projeto visa atrair jovens e responder a mudanças rápidas na sociedade.

Responsáveis religiosos apontam que o esforço também responde à diminuição do número de monges e à crescente presença da inteligência artificial na vida quotidiana. O formato busca equilibrar tradição e inovação no Budismo sul-coreano.

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