Os vencedores do Prémio Princesa das Astúrias de Investigação Científica e Técnica 2026 foram anunciados nesta quinta-feira. Três cientistas desenvolveram as tecnologias de sequenciação de ADN que hoje dominam o campo, permitindo diagnósticos clínicos e avanços na biomedicina.
Os premiados são David Klenerman e Shankar Balasubramanian, químicos britânicos, e Pascal Mayer, biofísico francês. O júri destacou que as tecnologias criadas por estes investigadores são as mais utilizadas atualmente para sequenciar ADN.
Segundo a ata do júri, os métodos impulsionaram a medicina personalizada e a investigação em biologia, forense e ecologia. Antes destes avanços, a sequenciação de um genoma humano exigia meses e elevados orçamentos; hoje é mais rápida e económica.
O júri sublinhou ainda que as ferramentas desenvolvidas por estes cientistas se transformaram numa prática diária na medicina, abrindo caminho a diagnósticos mais precisos e a novas abordagens terapêuticas.
Os Prémios Princesa das Astúrias, atribuídos pela Fundação Princesa das Astúrias, reconhecem contribuições em várias áreas. Cada prémio inclui uma escultura de Joan Miró, 50.000 euros, um diploma e uma insígnia, com a cerimónia em Oviedo, em outubro.
Este é o terceiro galardão do ano na 46.ª edição. Nas últimas semanas já tinham sido anunciados os prémios das Artes a Patti Smith e da Comunicação e Humanidades aos estúdios Ghibli.
Nos próximos dias serão revelados os prémios nas áreas do Desporto, Cooperação Internacional, Concórdia, Letras e Ciências Sociais.
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