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Nova agência abre caminho para a próxima década de ciência e inovação

Nova Agência para a Investigação e Inovação assume funções, prometendo mapear lacunas, ligar I&D a ensino e indústria e orientar o ecossistema na próxima década

João Barros, presidente da Agência para a Investigação e Inovação, na cerimónia da tomada de posse esta segunda-feira, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa
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  • O conselho de administração da AI2 tomou posse esta segunda-feira, numa cerimónia no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
  • A AI2 resulta da fusão entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e a Agência Nacional de Inovação (ANI).
  • O presidente do conselho, João Barros, afirmou que a criação da agência oferece oportunidade para preparar as próximas décadas do ecossistema nacional de ciência e inovação.
  • Barros destacou o papel da ciência e da inovação, a ligação entre Universidades, I&D e empresas, e o mapeamento de lacunas para responder às necessidades da indústria e do país.
  • A AI2 é uma entidade pública empresarial com triple tutela (Ciência, Economia e Finanças); tomou posse também Teresa Pinto Correia, Maria Moura Oliveira, António Bob Santos e Luís Sarmento.

O conselho de administração da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2) tomou posse nesta segunda-feira, numa cerimónia no Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva, em Lisboa. O evento marcou a fusão entre a FCT e a ANI, consolidando a governação da entidade pública empresarial criada para orientar a próxima década de ciência e inovação em Portugal.

O presidente do conselho, João Barros, afirmou que a AI2 representa uma oportunidade para planejar as próximas décadas do ecossistema nacional de I&D. Barros, professor catedrático da Universidade do Porto, salientou a ligação entre ciência básica, inovação e mercado, e a necessidade de mapear competências e lacunas que influenciam a competitividade do país.

Durante o discurso, Barros recordou uma conversa com o antigo ministro José Mariano Gago, destacando a ideia de que é na maré menos favorável que se prepara a futura. Sublinhou ainda a ambição de estreitar laços entre unidades de I&D, ensino superior e empresas, para fomentar empreendedorismo de base tecnológica e uso seguro da inteligência artificial.

A cerimónia contou com a presença de ministros ligados à área, Fernando Alexandre e Manuel Castro Almeida, além de outros dirigentes. Barros reiterou o compromisso com a liberdade académica, estabilidade financeira e decisões atempadas, definindo a AI2 como aliada do sistema científico e empresarial nacional.

Quanto ao funcionamento da AI2, o empresário destacou a necessidade de participar de programas europeus, como Horizonte Europa, e de alinhar estratégias nacionais com as europeias. A meta é apoiar financeiramente investigação e inovação, ao mesmo tempo que se promovem parcerias entre setor público, universidades e indústria.

Além de Barros, tomaram posse Teresa Pinto Correia (vice-presidente com o pelouro da investigação), Maria Moura Oliveira (vice-presidente com o pelouro da inovação) e António Bob Santos e Luís Sarmento (vogais executivos). Os novos responsáveis comprometeram-se a trabalhar para uma década de marés cheias no ecossistema de ciência e inovação.

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