- A Blue Origin lançou o foguetão New Glenn, já reutilizado, a partir de Cabo Canaveral, mas que falhou colocar o satélite na órbita prevista.
- O foguetão de quase cem metros de altura completou a separação das suas duas componentes, conforme o planeado.
- O propulsor reutilizado aterrou com sucesso numa plataforma no Oceano Atlântico cerca de nove minutos e meio após a descolagem.
- O satélite de comunicações AST SpaceMobile ficou numa órbita diferente da pretendida, com a empresa a avaliar o desvio.
- Este foi o terceiro voo bem-sucedido do New Glenn, em contexto de competição com a SpaceX, que domina o setor com tecnologias de reutilização, e faz parte da aposta da Blue Origin em contratos no programa lunar Artemis.
A Blue Origin lançou o foguetão reutilizado New Glenn a partir de Cabo Canaveral, durante a madrugada de hoje, com o objetivo de colocar o satélite AST SpaceMobile em órbita. O foguetão, com quase 100 metros de altura, atingiu a separação das duas componentes tal como planeado. O lançamento ocorreu na madrugada de hoje, hora local, em Cabo Canaveral, Florida.
O propulsor reutilizado aterrou com sucesso numa plataforma no Oceano Atlântico cerca de nove minutos e meio após a descolagem, repetindo uma façanha técnica crucial para aumentar a cadência de lançamentos. A recuperação do motor reforça a estratégia de redução de custos através da reutilização.
A Blue Origin indicou que o satélite AST SpaceMobile não atingiu a órbita pretendida e encontra-se a ser analisado o desvio. A empresa mantém planos de avaliar causas e tomar ações corretivas para futuros lançamentos.
Desvio de órbita do satélite AST SpaceMobile
Entre os dados disponíveis, a companhia indica apenas que o alvo orbital não foi alcançado, sem detalhar o grau de desvio. O incidente coincide com a terceira missão bem-sucedida do New Glenn, após dois voos em 2025, em contexto de competição com a SpaceX.
A recuperação do propulsor, previamente renovado após a primeira recuperação em novembro, continua a justificar a aposta da Blue Origin na reutilização para ampliar a frequência de missões. A empresa pretende competir com a SpaceX no programa lunar Artemis, desenvolvendo módulos de aterragem para a NASA.
Nos Estados Unidos, o objetivo é reinscrever astronautas na Lua até 2028, num cenário de competição tecnológica com a China e outros países. As próximas etapas ainda não foram anunciadas pela Blue Origin.
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