- A missão Artemis II aproxima-se da Terra com a cápsula Orion preparada para enfrentar temperaturas de cerca de 3.000 °C durante a reentrada, prevista para as 1h07 de Portugal continental (17h07 na Califórnia).
- Durante o regresso, haverá um momento de blackout de cerca de seis minutos, cerca de 24 segundos após o início da trajetória de reentrada, altura em que não haverá comunicações entre os astronautas e o centro em Houston.
- O módulo de serviço, que abriga os painéis solares, afastar-se-á da Orion e deverá desintegrar-se na atmosfera, caindo pela área discada.
- A tripla Artemis II percorreu mais de 10 dias de viagem a velocidades superiores a 40 mil quilómetros por hora, e a missão pode bater recordes de velocidade na reentrada em relação à missão Apollo 10 (1969).
- No total, o regresso dura cerca de 13 minutos, dos quais seis não envolverão comunicações entre a nave e a base de controlo.
Os astronautas da missão Artemis II preparam-se para a reentrada na atmosfera da Terra, após 10 dias de viagem a mais de 40 mil km/h. O regresso está previsto para esta madrugada, às 1h07 em Portugal continental, com os controladores a manterem contacto até ao inevitável momento de silêncio.
A cápsula Orion aproxima-se da fase crítica de reentrada, com temperaturas previstas acima dos 3000 ºC. A percepção de rapidez e compressão é descrita pelos engenheiros como um momento de alta intensidade, exigindo proteção térmica e procedimentos de segurança rigorosos.
Para mitigar riscos, a equipa mantém instruções específicas: fechar cortinas e permanecer dentro dos fatos espaciais durante a fase de aquecimento extremo. O módulo de serviço separa-se da cápsula e espera-se que disintegre na atmosfera e caia na Terra.
Descolagem de energia e blackout de comunicações
Na sequência da reentrada, cerca de 24 segundos após o início dos 122 mil quilómetros de trajetória, ocorre um blackout de comunicações com a Terra. O período sem contacto deve durar em torno de seis minutos, antes de retomarem os paraquedas e a amarração no Oceano Pacífico, ao largo de San Diego, Califórnia.
A reentrada, que dura apenas cerca de 13 minutos no total, inclui o período sem comunicações. O diretor de voo de reentrada prevê um começo rápido e um fim ainda mais rápido, mantendo o foco na segurança da equipa.
Recordes e objetivos da missão
Durante a viagem, a Artemis II já estabeleceu novos recordes de velocidade e desempenho. A cápsula Orion deverá, na reentrada, superar o recorde de velocidade máxima da missão Apollo 10, de 1969, elevando as exigências sobre o escudo de calor da nave e reforçando a importância dos procedimentos de proteção.
A operação de regresso envolve uma articulação complexa entre nave, módulos e centro de controlo em Houston. O objetivo é assegurar a integridade da tripulação e a amostração de dados científicos programados para a missão Artemis II.
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