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Alemanha lidera energia solar plug-in, resto da Europa atrasa

Alemanha lidera a energia solar plug-in, impulsionando a Europa; poupanças na fatura e menor dependência de gás, em caso de preços altos

Painéis solares plug-in numa varanda na Alemanha
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  • A Alemanha já instalou mais de um milhão de sistemas de energia solar plug-in entre 2022 e 2025, liderando a tendência no continente.
  • A SolarPower Europe indica que a luz solar reduziu a necessidade de importação de gás, poupando mais de 100 milhões de euros por dia desde 1 de março e cerca de 3 mil milhões de euros no mês passado.
  • Se os preços do gás permanecerem elevados, a energia solar pode poupar até 67,5 mil milhões de euros na Europa em 2026.
  • A energia solar plug-in, instalada em varandas ou anexos, permite usar a eletricidade gerada diretamente na tomada, com custos de instalação quase nulos e recuperação do investimento entre dois e seis anos.
  • O Reino Unido anunciou planos de distribuir painéis de baixo custo, com potencial de poupança de cerca de 1.261 euros por família em 15 anos, reforçando a aposta europeia na energia solar plug-in.

A Alemanha continua a surgir como líder na energia solar plug-in, segundo análise da SolarPower Europe. A procura por painéis que se ligam à tomada ganha relevância com o contexto de guerras e volatilidade dos combustíveis fósseis. O objetivo é reduzir a dependência de gás e petróleo importados pela Europa.

A desvantagem de atraso noutros países contrasta com o crescimento alemão, impulsionado por tarifas de injecção na rede e por medidas que simplificaram a burocracia. Em 2024, a eliminação de IVA ajudou a popularizar os painéis de varanda.

O que é a energia solar plug-in

Habitualmente instalada em varandas e terrenos, utiliza pequenos painéis fixados a paredes externas. A eletricidade gerada pode ser usada diretamente na tomada, sem instalação especializada. A solução é especialmente útil em casas alugues ou partilhadas, onde o acesso ao telhado pode estar limitado.

Em muitos países, estes sistemas podem ser adquiridos em lojas. O custo de recuperação do investimento varia entre dois e seis anos, dependendo do preço de compra, dimensão e localização. Depois de instalados, reduzem a eletricidade retirada da rede.

Europa tenta recuperar atraso

A adoção tem sido travada por preocupações de segurança e por redes elétricas antigas, que exigem verificação profissional. A SolarPower Europe admite dificuldades em obter números exatos, mas confirma crescimento em toda a UE.

A energia solar plug-in é legal em 25 dos 27 Estados-membros. A Bélgica legalizou a instalação por conta própria em 2025, e Espanha tem beneficiado do recurso ao sol para gerar energia. O Reino Unido sinaliza avanços na distribuição de painéis de baixo custo.

O mercado europeu acumula exemplos de sucesso: empresas espanholas já instalaram mais de 1.300 casas em 2025, com poupanças significativas para famílias e reduções de emissões. O objetivo para a Alemanha passa pela neutralidade climática até 2045, com estimativas de cobertura de até 2% da procura até lá.

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