- A 14ª edição da operação “7 Dias com os Media” decorre entre 03 e 09 de maio e aborda direitos humanos no ambiente digital com o tema “Direitos Humanos: em rede ou sem rede?”.
- A iniciativa é promovida pelo Grupo Informal sobre Literacia Mediática (GILM) e a escolha do tema resultou de consenso entre parceiros, por ter ligação à atualidade e ao interesse público.
- Bruna Afonso, da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), afirma que a formulação em forma de pergunta pretende abrir espaço ao debate e à participação.
- O objetivo é dinamizar, partilhar e registar iniciativas que reflitam sobre os direitos humanos num mundo digitalmente ligado, incluindo formação e capacitação para enfrentar riscos como polarização e vigilância algorítmica.
- Uma das novidades é a plataforma “Media Partners Escolares”, que visa valorizar projetos de media desenvolvidos em escolas, promovendo aprendizagem ao longo da vida; o esforço continua a enfrentar dificuldades de medir o impacto devido à não registo de muitos eventos.
A 14ª edição da operação 7 Dias com os Media, promovida pelo Grupo Informal sobre Literacia Mediática (GILM), volta em maio para debater os direitos humanos no ambiente digital. O tema proposto é “Direitos Humanos: em rede ou sem rede?”, numa altura de forte peso das plataformas digitais no quotidiano.
A escolha do tema decorreu de um consenso entre parceiros, segundo Bruna Afonso, representante da ERC no GILM. A ideia é abrir espaço ao debate e à participação, com o objetivo de dinamizar iniciativas que reflitam sobre o estado atual dos direitos humanos no meio online.
A iniciativa decorre entre 03 e 09 de maio. A ERC pretende que a formulação em forma de pergunta incentive a participação pluriforme e a reflexão sobre o ponto em que se encontram os direitos humanos neste mundo digitalmente ligado.
Novidades deste ano
A operação atua desde 2013 como ponto de encontro para projetos que promovem competências na relação com os media, incluindo desinformação, jornalismo, publicidade e funcionamento das plataformas. Um dos objetivos é equilibrar oportunidades e riscos das redes digitais, como polarização e vigilância algorítmica.
Bruna Afonso sublinha que o livro de estilos da literacia mediática encara o pensamento crítico como prioridade, e que o investimento nesta área está alinhado com a liberdade de expressão e a participação cívica. A responsável aponta ainda que o impacto total é difícil de medir, por depender de eventos não registados.
Dados disponíveis indicam uma redução no número de iniciativas registadas, que passaram de 70-80 nos primeiros anos para 30-40 nas edições recentes. No entanto, o alcance permanece significativo, com atividades que vão de dezenas a centenas de participantes, especialmente em escolas.
A ERC reforça que a operação não se resume a sensibilização: também há ações de capacitação e formação. Em 2025, por exemplo, decorreram sessões sobre Inteligência Artificial dirigidas a profissionais de bibliotecas, com cerca de 100 participantes.
Entre as novidades está a iniciativa Media Partners Escolares, que visa dar visibilidade a projetos de media desenvolvidos em escolas. A ideia é promover uma lógica de aprendizagem ao longo da vida, integrando várias possibilidades de formação.
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