- Seis satélites foram lançados a bordo de um foguetão Falcon9 da SpaceX, integrando constelações nacionais de órbita.
- Quatro deles integram a constelação Lusíada e vão permitir criar uma espécie de “Waze dos oceanos” para navios reportarem alertas como piratas ou SOS.
- Dois satélites adicionais pertencem a outras iniciativas: um satélite com radar de abertura sintética (SAR) da Força Aérea e um satélite ótico do CEiiA, ambos partindo da chamada Constelação do Atlântico.
- O lançamento foi transmitido em direto no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com o apoio de New Space Portugal e comentários do ministro da Economia sobre o impacto nacional e europeu.
- A expectativa é de que os seis satélites comecem a enviar resultados dentro de três meses, com o serviço completo a funcionar em cerca de um ano, após reunir doze satélites.
Portugal avançou com o lançamento de seis satélites a bordo de um foguetão Falcon9, da SpaceX. O lançamento ocorreu esta segunda-feira e integra uma nova constelação de satélites nacionais. Os aparelhos pretendem criar uma rede de comunicações para navios.
Quatro dos satélites pertencem à constelação Lusíada e vão permitir a criação de uma espécie de “Waze dos oceanos”, para reportar alertas de pirataria ou situações de SOS. O projeto é liderado pela LusoSpace, com Ivo Vieira na direção executiva.
Junto aos quatro Lusíada, foram lançados mais dois satélites: um SAR (Radar de Abertura Sintética) Industrial, à Força Aérea, que marca o primeiro lançamento militar deste tipo; e um satélite ótico, da responsabilidade do CEiiA. Estes dois integram a Constelação do Atlântico, já em órbita.
O lançamento foi acompanhado em direto no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com participação de entidades nacionais ligadas à space economy. O consórcio New Space Portugal, financiado pelo PRR, já destacou o uso dual da rede para Portugal e para a Europa.
Emir Sirage, diretor da New Space Portugal, indicou que a rede tem potencial de uso duplo. Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, considerou o dia marcante e anunciou planos para novos lançamentos ainda este ano e para um lançador próprio nos Açores.
A expectativa é de que os seis satélites comecem a enviar resultados dentro de três meses. O serviço completo deverá estar funcional dentro de doze meses, quando a frota total alcançar 12 aparelhos em órbita.
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