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Arm lança o primeiro chip próprio para IA

Arm lança AGI CPU, o primeiro chip próprio para centros de dados, com 136 núcleos a 3,7 GHz, marcando mudança de modelo de negócio

A Arm, que até agora desenvolvia arquitectura de *chips* para outras marcas, anunciou que vai começar a vender os seus próprios processadores para centros de dados dedicados à IA
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  • A Arm anunciou o AGI CPU, o seu primeiro processador completo para centros de dados, buscando fabricar e vender chips diretamente.
  • O chip integra 136 núcleos Neoverse V3 e pode atingir até 3,7 GHz, orientado para eficiência por watt em ambientes de IA de agentes.
  • A Arm descreve o AGI CPU como o alicerce de silício para a era da nuvem de inteligência artificial baseada em agentes.
  • A mudança pode criar tensões com clientes que dependem de licenças de tecnologia, apesar do apoio do SoftBank, acionista maioritário.
  • No último relatório fiscal, a Arm registou receitas anuais de quase €4 mil milhões, com a Wired a mencionar contratações de especialistas de topo para o desenvolvimento do sistema.

A Arm anunciou o lançamento do AGI CPU, o primeiro processador completo criado pela empresa para centros de dados, marcando uma mudança histórica no modelo de negócio. O anúncio representa a entrada direta da Arm no fabrico e venda de chips, mudando o papel tradicional da empresa.

Desenvolvido para atender às exigências da inteligência artificial de agentes, o AGI CPU é descrito pela Arm como o alicerce de silício para uma era de nuvem baseada em IA orientada por agentes. O objetivo é facilitar sistemas autónomos que executam tarefas complexas sem supervisão constante.

O chip integra 136 núcleos Neoverse V3, com frequências de até 3,7 GHz. A arquitetura foca na eficiência por watt, crucial para enfrentar os desafios energéticos em centros de dados com IA em expansão.

Mudança estratégica

O CEO Rene Haas afirmou que a IA redefiniu a computação e sublinhou que a produção de silício dá aos parceiros mais opções, mantendo o alto desempenho da Arm. A empresa passa a competir directamente com alguns clientes que antes licenciavam apenas o desenho.

A decisão envolve riscos, uma vez que a Arm deixa de ser apenas fornecedora de IP para se tornar fabricante. O movimento é apoiado pelo SoftBank, que detém a maioria da Arm, e visa capturar mais valor gerado pela IA.

A Arm registou receitas anuais de quase €4 mil milhões no último exercício fiscal, apoiada pela integração da IA em dispositivos móveis e infra-estruturas de rede. O crescimento justifica, em parte, a diversificação para a produção de chips.

A imprensa tem vindo a destacar a contratação de talentos relevantes, incluindo profissionais com passagem pela Amazon e Google, para liderar o desenvolvimento de sistemas completos de IA baseada em agentes.

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