Cerca de 100 moradores das zonas das Condominhas e do Fluvial, no Porto, manifestaram-se ao final da tarde desta sexta-feira contra a transferência da sala de consumo assistido da Pasteleira para os terrenos do antigo Bairro do Aleixo. A contestação decorreu junto aos locais envolvendo a mudança anunciada.
O Movimento Cívico Porto Cidade Responsável, liderado por Alberto Baldaque, afirma que a Câmara do Porto não apresentou fundamentação técnica para a deslocação da sala de consumo assistido. Segundo os protestantes, não há evidência de que o movimento seja benéfico para os toxicodependentes ou para a comunidade envolvente.
De acordo com Manuel Gericota, à frente da Associação de Moradores das Condominhas, existem dados que indicam que o consumo ocorre maioritariamente na Pasteleira. Ele sustenta que a maioria das compras não é deslocada para o Aleixo e acusa a ausência de estudo que justifique a transferência.
Os moradores destacam que a decisão envolve questões de organização urbana e de saúde pública, sem uma comunicação clara sobre impactos na utilização do serviço. O movimento cívico e a associação apelam a uma reavaliação, com análise técnica e participação da comunidade.
Até ao momento, não foram divulgadas declarações oficiais adicionais por parte da Câmara do Porto sobre o processo de transferência ou sobre os próximos passos da avaliação.
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