- José António de Andrade, 50 anos, vive num prédio antissísmico que não ruiu durante dois sismos na Venezuela, às 18h04 locais de quarta-feira.
- Escapou ileso com apenas alguns cortes nos pés; a maioria dos vizinhos também fugiu para a rua.
- A zona de Caracas, especialmente o estado de La Guaira, registou danos significativos e dificuldades generalizadas.
- O emigrante português tem dificuldade em permanecer em casa devido às réplicas e continua no escritório; nem toda a região tem eletricidade nem água.
- Ele disse ter pensado que o fim tinha chegado e que não consegue dormir, descrevendo a intensidade crescente dos abalos.
José António de Andrade, de 50 anos, diz ter sobrevivido a dois sismos que devastaram parte da Venezuela. O seu prédio antissísmico foi um dos poucos que não ruiu na região de Caracas e La Guaira.
O emigrante português relatou que se encontrava no escritório quando o sismo começou, às 18:04 locais, e que ficou ileso, com apenas alguns cortes nos pés. A casa ficou muito danificada e ele não pretende regressar.
A maioria dos vizinhos fugiu para a rua devido ao trauma, e os danos estenderam-se a várias zonas, com especial incidência em La Guaira. A eletricidade e a água permanecem restritas em grande parte do país.
Danos e avaliação da situação
Ainda é difícil quantificar feridos ou mortos. Em algumas áreas, há disponibilidade de serviços básicos, enquanto outras zonas encontram-se em colapso. A situação permanece tensa devido às réplicas que se verificam.
O português salientou a dificuldade de dormir desde o sismo, descrevendo um cenário de incerteza generalizada na região. As autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial consolidado.
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