A Metro Mondego vai avançar com estudos de viabilidade para extensões do metrobus no centro de Coimbra, além da expansão da rede a Cantanhede, Mealhada e Condeixa-a-Nova. A informação foi formalizada pela Câmara Municipal de Coimbra.
A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, afirmou na reunião de executivo que a empresa assegura também a análise da viabilidade de ligarem o centro urbano de Coimbra à Solum, aos hospitais e ao Polo II da Universidade de Coimbra. O Governo já tinha mandado clarificar o âmbito dos estudos.
Segundo o despacho governamental de maio, a Metro Mondego deve estudar a expansão até Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada. A autarquia ressalva que, para além disso, há avaliação de ligações no centro da cidade com o hospital e o Polo II, como parte do projeto.
A Metro Mondego e a Infraestruturas de Portugal indicam que a operação pode chegar a Coimbra-B e à Praça da República já em agosto, com a conclusão da linha dos hospitais prevista para o primeiro trimestre de 2027. O serviço atual funciona em Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo com autocarros elétricos.
Na reunião ficou ainda a notícia de que o município quer adquirir o edifício ponte da Metro Mondego, situado sobre a via central na Baixa. O vereador Luís Filipe disse que a proposta é de um milhão de euros, valor já reservado no orçamento, e que o imóvel poderá acolher serviços municipais.
A oposição criticou a aquisição. O ex-presidente da Câmara, José Manuel Silva (PSD), disse que o espaço tem elevado potencial comercial e poderia servir lojas ou habitação, em vez de acolher serviços públicos.
Chave da Cidade e homenagens
O município aprovou a atribuição da Chave de Honra da Cidade à ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, pelo apoio às cheias do Mondego e à recuperação dos danos. A Câmara deve ainda distinguir com a Medalha da Cidade o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, e os ex-reitores João Gabriel Silva e Fernando Seabra Santos.
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