- O PSD anunciou que a Linha de Cascais será a primeira subconcessionada no país, numa iniciativa apresentada no 43.º Congresso do partido.
- A Linha de Cascais atravessa Cascais, Oeiras e Lisboa, e o autarca de Cascais, Nuno Piteira Lopes, participa na avaliação de termos da futura concessão.
- O objetivo é aproximar a gestão da linha dos passageiros e avançar com a gratuitidade do transporte para quem trabalha, estuda ou mora no concelho de Cascais.
- O presidente da Câmara de Cascais defende que a mobilidade deve ser um serviço público essencial e quer que a linha tenha integração com o transporte público já gratuito em Cascais.
- As obras de requalificação da linha devem terminar até ao final de 2026, com as novas carruagens a chegar após a conclusão, e Cascais procura assumir a gestão operacional e comercial da linha.
No 43º Congresso do PSD, foi anunciada a subconcessão da Linha de Cascais, que atravessa Cascais, Oeiras e Lisboa. A promessa envolve ligar transporte ferroviário a opções rodoviárias, com a intenção de facilitar a mobilidade e avançar com a gratuitidade no concelho de Cascais.
O presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes (PSD), saudou a decisão e explica que a gestão da linha deve estar o mais próximo possível dos passageiros. A proposta visa aproximar decisões administrativas dos utilizadores da ferrovia.
Piteira Lopes afirmou à Lusa que a Linha de Cascais cruza três municípios, pelo que é essencial ouvir Cascais, Oeiras e Lisboa na definição dos termos da subconcessão. A mobilidade pública deve ser um serviço essencial, defende o autarca.
O objetivo é aumentar o número de utilizadores do transporte público e melhorar a qualidade do serviço, incluindo a integração com o sistema de transporte gratuito já existente nos autocarros de Cascais. A gratuitidade para quem trabalha, estuda ou reside no concelho é defendida.
O autarca destacou ainda a necessidade de manter capacidade de decisão local e avaliou que qualquer modelo, público, municipal ou privado, deve ser avaliado pelos resultados entregues em termos de serviço. A linha atravessa três câmaras, lembrou.
Antes das eleições de 2025, os três chefes de executivo já manifestaram disponibilidade para assumir a gestão caso a subconcessão avancasse. Cascais pretende intervir na parte entre Cascais e Carcavelos, com possibilidade de extensão a outras secções da linha.
Piteira Lopes reiterou que o foco é oferecer gratuidade aos munícipes que utilizam a linha, mantendo a visão de integrar o serviço com o sistema de transportes locais e melhorar a experiência do utilizador com material mais moderno e maior interoperabilidade.
Quanto à requalificação em curso da Linha de Cascais, o autarca vê a obra como um avanço significativo, com conclusão prevista até ao final de 2026 e a entrada de novas carruagens após esse marco. O objetivo é um serviço mais pontual e eficiente.
A Câmara de Cascais espera que o processo de gestão operacional e comercial da linha avance rapidamente, incluindo as estações, com a ambição de que a mudança resulte em melhorias tangíveis para os passageiros.
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