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Caso no IP Setúbal envolve André Venturas em venda de arma para emigrantes

IPS de Setúbal em polémica após teste de Direito do Trabalho usar referências ao Chega; presidência vai avaliar docentes e pode tomar medidas

Instituto Politécnico de Setúbal
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  • O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) anunciou que vai avaliar a situação junto dos docentes após a polémica gerada por um teste do curso de Recursos Humanos.
  • O teste, realizado a 22 de abril, na disciplina Direito do Trabalho I, contém referências ao partido Chega e a um enredo envolvendo Beatriz, 16 anos, e André Venturas, 19 anos.
  • No enredo, Beatriz é descrita como militante de um partido de extrema-direita, e André Venturas oferece vender-lhe uma pistola Glock para erradicar emigrantes na escola.
  • A finalidade do teste era avaliar conhecimentos de Direito do Trabalho, e a polémica levou a intervenção da presidência do IPS.
  • Ainda não foram divulgidas medidas específicas, estando a instituição a preparar uma avaliação junto dos docentes para decidir próximos passos.

No IPS, um teste do curso de Recursos Humanos provocou polémica ao apresentar referências a um partido de extremo direita, com o objetivo de avaliar conhecimentos de Direito do Trabalho. O conteúdo, incluído num teste de avaliação contínua, envolve personagens fictícios ligados a um cenário violento.

O caso ocorreu no dia 22 de abril, na disciplina Direito do Trabalho I, da Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos. O enunciado descreve Beatriz, de 16 anos, militante de um partido de extrema direita, e André Venturas, de 19, que supostamente tenta vender-lhe uma pistola com o intuito de eliminar emigrantes da escola.

A situação gerou reação entre estudantes e docentes, levando a direção do Instituto Politécnico de Setúbal a anunciar uma avaliação interna. A presidência disse que irá auscultar docentes e proceder a medidas cabíveis consoante o parecer técnico e institucional.

Reação institucional

A instituição confirmou que o conteúdo do teste exigia abordagem crítica sobre direito do trabalho e ética, mas reconheceu ter havido uma leitura inadequada do enunciado. O IPS reforçou que não compartilha ou incentiva mensagens de discriminação ou violência.

Entidades académicas destacaram a necessidade de rever exemplos pedagógicos usados em avaliações, para evitar interpretações nocivas ou formações de preconceitos. O instituto pretende apresentar uma atualização curricular que garanta maior contextualização e rigor.

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