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Adolescentes portugueses entre os que mais usam ecrãs ao fim de semana

Adolescentes portugueses entre os que mais tempo passam diante de ecrãs ao fim de semana na União Europeia, com 6,7 horas, acima da média de 6,1

Adolescentes portugueses entre os que mais usam ecrãs ao fim de semana aponta Eurobarómetro
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  • Adolescentes portugueses entre os que mais usam ecrãs no fim de semana na UE, com cerca de 6,7 horas, quarto valor mais alto; média europeia é de 6,1 horas.
  • Em Portugal, 6,7 horas é(até) igual à França, Espanha, Roménia e Letónia; apenas Suécia, Chéquia e Polónia registam valores maiores.
  • 62% dos pais portugueses consideram o tempo de ecrãs negativo para os filhos; entre adolescentes, 34% veem uso de ecrãs como nocivo.
  • Principais preocupações dos pais: conteúdos inapropriados (79%), contacto com desconhecidos (72%) e impacto no sono (64%).
  • Medidas apoiadas pelos pais: limites por idade (57%), melhor aplicação das regras (54%) e campanhas de informação para jovens (46%); entre adolescentes, apoio menor a restrições por idade (49%) e maior aplicação das regras (47%).

Os adolescentes portugueses gastam mais tempo diante de ecrãs aos fins de semana. Um Eurobarómetro divulgado hoje revela que, entre 13 e 18 anos, passam em média 6,7 horas diante de telemóveis, tablets, computadores, televisões ou consolas. Este é o quarto valor mais elevado da UE.

Portugal fica acima da média europeia de 6,1 horas. Apenas Suécia (7,3), Chéquia (7,0) e Polónia (6,8) registam valores superiores. Chipre ocupa a posição oposta, com 4,3 horas.

Os dados mostram ainda diferenças entre países e entre agentes familiares. 40% dos pais portugueses consideram o tempo de ecrãs dos filhos demasiado elevado, menor do que a média europeia de 44%.

Perspetivas dos pais e dos jovens

Entre os pais, 62% veem o uso de ecrãs como negativo para os adolescentes, sendo o segundo valor mais elevado da UE, apenas atrás da Grécia (66%). Os adolescentes, por sua vez, divergem: 34% consideram nociva a utilização de ecrãs, 34% é neutra e 31% vê-a positiva.

No último mês, 41% dos jovens dizem sentir-se cansados ou sobrecarregados, 38% têm dificuldade de concentração e 33% sentem cansaço nos olhos. Dores de cabeça aparecem em 36%.

Para os pais, as principais preocupações são conteúdos inadequados (79%), contactos de desconhecidos (72%) e impacto no sono (64%). Sobre medidas, 57% defendem limites por idade, 54% apelam à melhor aplicação das regras e 46% a campanhas para jovens.

Entre os adolescentes, 49% apoiam restrições de idade, 47% querem melhor aplicação das regras e 46% apoiam campanhas de informação. A medida de proibição de redes sociais, como na Austrália, recebe mais ceticismo entre os jovens: 41% acham benéfica para o bem-estar mental, 38% neutral e 20% contrários.

Este Eurobarómetro indica ainda que, em média na UE, os adolescentes passam 4,5 horas em dias de semana e 6,1 horas aos fins de semana perante ecrãs, com cerca de 14% a confessarem mais de 10 horas diárias.

A divulgação coincide com a última reunião do painel especial sobre segurança infantil online, criado pela Comissão Europeia para avaliar possíveis medidas, incluindo restrições para menores. O relatório baseia-se em entrevistas entre 30 de março e 16 de abril a mais de 26 mil adolescentes e quase 13 mil pais na UE. Em Portugal, participaram mil adolescentes e 500 pais.

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