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Ana Paula consegue casa em Loures após mais de um ano

Após mais de um ano à espera, Ana Paula obtém habitação municipal em Loures para a família de quatro filhos

Habitações do Talude Militar foram demolidas
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  • Ana Paula dos Santos, 39 anos, mãe de quatro filhos, viveu mais de um ano entre uma pensão e um centro de alojamento de emergência social em Loures.
  • Pagava 410 euros de renda por uma casa pequena, com baratas e humidade, quase metade do seu rendimento como auxiliar numa instituição de geriatria.
  • Obteve uma casa municipal na Quinta do Mocho, em Loures, e o contrato de arrendamento foi assinado recentemente.
  • O caso ganhou repercussão pública após entrevista à Lusa junto à Maternidade Alfredo da Costa e definição de uma lista de espera para habitação social, com apoio de petições.
  • Agradece à câmara municipal e às associações, reconhecendo a enorme dificuldade vivida e o impacto na saúde mental durante a trajetória até à casa nova.

Ana Paula dos Santos, são-tomense de 39 anos, mãe de quatro filhos, obteve uma habitação municipal na Quinta do Mocho, em Loures. A Câmara Municipal informou à Lusa no dia 22 de Abril que a casa já era atribuída, sendo que a assinatura do contrato ocorreu dias depois. O objetivo é garantir residência estável para a família.

Durante mais de um ano, a família viveu entre uma pensão e um centro de alojamento de emergência social. A renda mensal em habitação anterior era de 410 euros, valor próximo da metade do rendimento da mãe, que trabalha como auxiliar num lar de idosos.

Antes, Ana Paula enfrentou condições precárias. Durante a gravidez, revelou temer pela guarda do filho recém-nascido ao viver numa pensão da Segurança Social após um despejo no Talude Militar, em Loures. O bairro tem enfrentado demolições e despejos promovidos pela câmara local.

Situação atual

Agora, a família reside num apartamento com quatro quartos em Loures. As crianças estudam no concelho, o que facilita a rotina familiar. A mãe agradece à câmara municipal e a associações que ajudaram, bem como à população que assinou uma petição em defesa do caso.

O percurso para chegar a casa própria foi descrito como longo e exigente. Ana Paula recorda momentos de aperto e humilhação durante o processo e revela ainda que o tratamento para depressão manteve-se ativo após as dificuldades.

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