- Em 2025 registaram-se mais 3.071 partos em Portugal face ao ano anterior, totalizando 87.130 partos.
- Em 108 concelhos nasceram menos de um bebé por semana, com menos de 52 nascimentos no último ano nesses locais.
- Partos com mãe estrangeira representam 28,8% do total, cerca de 25 mil, sendo mais de 8.700 de mães de nacionalidade brasileira.
- Em alguns municípios a maioria dos partos é de mães estrangeiras, destacando Aljezur (72,9%), Odemira (65,9%), Corvo (60%), Albufeira (56,8%), Entroncamento (56,1%), Barreiro (53,8%), Amadora (53,3%) e Odivelas (45,5%).
- A maioria dos partos ocorreu em hospital (98,5%), com 836 nascimentos em casa; mais de 38% dos partos foram cesarianas, e houve aumento da idade média das parturientes.
Em 2025 registaram-se 3071 partos a mais do que no ano anterior, segundo o INE. O crescimento ocorre num contexto em que 108 concelhos continuam a ter menos de um bebé por semana, mantendo-se zonas de baixa natalidade.
Dos 87130 partos totais, 28,8% envolvem mães estrangeiras, o que corresponde a quase 25100 bebés. Destacam-se os 8700 nascidos a mães de nacionalidade brasileira. Em vários concelhos, a presença de mães estrangeiras é significativamente alta.
Distribuição geográfica e perfil das mães
Lisboa, Sintra, Gaia, Loures e Amadora concentram o maior número de partos. Em 108 concelhos registaram-se menos de 52 nascimentos no último ano, com seis deles a ter 11 ou menos. Ocasionalmente aparecem zonas com natalidade muito baixa.
Mais de 40% dos bebés nasceram de mulheres com 35 anos ou mais. Entre 30 e 34 estavam 33,5% das mães, e houve 24 partos de mães entre 10 e 14 anos. O comportamento etário tem impacto nas políticas de saúde materna.
Partos, locais e intervenções médicas
A grande maioria dos partos ocorreu em hospital, com 98,5% a nascerem em estabelecimento de saúde. Houve 836 nascimentos em casa. O acompanhamento médico ocorreu em 63021 partos, e enfermeiras parteiras acompanharam 23274 partos.
As cesarianas continuam em ascensão, representando mais de 38% do total de partos. Em 2025, apenas a região autónoma da Madeira não mostrou aumento de natalidade face a 2024. O Norte registou o maior crescimento, 5,9%.
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