- O Papa Leão XIV começa uma viagem de uma semana a Espanha, com missa no centro de Madrid e foco no tema imigração.
- Em Madrid, discursou no Palácio Real agradecendo ao governo pelo direito internacional e multilateralismo, e houve uma vigília com cerca de 500 mil fiéis no estádio Santiago Bernabéu.
- O pontífice reuniu-se com utentes de um centro para sem-abrigo gerido pela Cáritas e deverá fazer um discurso inédito no parlamento espanhol.
- O Vaticano destacou que cerca de 200 mil menores foram vítimas de abusos em Espanha desde 1940, um tema que o Papa abordou como “ferida aberta” em declarações aos jornalistas.
- O programa inclui a continuação da ida a Barcelona, para abençoar a basílica da Sagrada Família, e às Canárias, para uma homenagem aos migrantes que morreram nas travessias rumo à Europa, em conjunto com o primeiro-ministro Pedro Sánchez.
O Papa Leão XIV iniciou uma digressão de uma semana pela Espanha, centrada na imigração e na cooperação internacional. A primeira paragem foi Madrid, onde celebrou uma missa no centro da cidade e seguiu para Barcelona e as Ilhas Canárias. O pontífice também deverá proferir um discurso inédito no parlamento espanhol.
Durante a visita, o Papa apelou ao fim de discursos polarizadores e de simplificações estéreis, defendendo uma abordagem que acolha quem não adota ideologias preconcebidas. Em Madrid, participou numa cerimónia no Palácio Real, onde foi recebido pelo rei Filipe VI e pela rainha Letizia.
Em Madrid, Leão XIV reuniu-se com utentes de um centro para sem-abrigo gerido pela Cáritas, elogiano o trabalho da instituição frente a alegadas ideologias secularizadas. À noite, dirigiu-se a uma vigília de oração numa praça junto ao estádio Santiago Bernabéu, com milhares de jovens presentes.
Agenda e discurso
A visita de Estado inclui um debate sobre justiça social e desigualdades, bem como a expectativa de um discurso no parlamento espanhol e de um encontro com vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica. O tema da imigração deverá marcar o tom das intervenções oficiais.
O Vaticano indicou que cerca de 200 mil menores teriam sido vítimas de abusos em Espanha desde 1940, conforme relatório de 2023 do Provedor de Justiça. O Papa reiterou, a bordo do avião, que estes abusos constituem uma ferida aberta.
O líder espanhol, o primeiro-ministro Pedro Sánchez, foi elogiado pelo Papa pela adesão ao direito internacional e ao multilateralismo. O rei Felipe VI realçou a clareza do discurso do pontífice sobre a cura e a reparação dos danos causados.
Encerramento da primeira etapa e próximos destinos
A cerimónia de Madrid terá pioneiro apoio de várias comunidades religiosas, com tradições políticas distintas em Espanha. Estima-se que a missa de domingo reúna cerca de um milhão de fiéis no centro da capital.
Depois de Madrid, o Papa viajará para Barcelona, onde deverá abençoar a nova torre da basílica da Sagrada Família, que passa a ser a igreja mais alta do mundo. Seguirá, então, para as Canárias, num percurso de dois dias dedicado a homenagear os migrantes falecidos nas travessias para a Europa.
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