- Fernanda Rodrigues, bastonária da Ordem dos Assistentes Sociais, comenta a proposta do Governo de unificar vários apoios sociais num único mecanismo.
- A responsável vê positivamente a simplificação do sistema, mas alerta para o risco de descaracterização das respostas sociais.
- Critica ainda o foco excessivo no combate à fraude, argumentando que isso desvaloriza a condição e os direitos dos beneficiários.
- Em entrevista ao PÚBLICO, destaca a “realidade muito expressiva dos trabalhadores que são pobres” como elemento central a considerar na avaliação da proposta.
A bastonária da Ordem dos Assistentes Sociais, Fernanda Rodrigues, expressou reservas sobre a ideia do Governo de agrupar vários apoios sociais num único programa. Em entrevista ao PÚBLICO, aponta para uma simplificação positiva, mas alerta para riscos de descaraterização das respostas.
Para a responsável, a centralização pode tornar o sistema mais ágil, mas pode também retirar especificidades que asseguram uma resposta ajustada a cada caso. O alerta foca-se na possibilidade de perderem relevância os diferentes tipos de apoio já existentes.
Fernanda Rodrigues sublinha ainda que o foco excessivo na deteção de fraude pode desvalorizar a condição e os direitos dos beneficiários. A bastonária reforça a importância de manter salvaguardas que garantam dignidade e participação social.
Perspetivas sobre o impacto social
A entrevista, publicada pelo PÚBLICO, discute como a proposta pode afetar famílias com necessidades diversas. A responsável enfatiza que a realidade vivida pelos trabalhadores pobres é muitas vezes marcada por vulnerabilidades multidimensionais.
O Governo ainda não divulgou detalhes operacionais da fusão dos apoios. Mantêm-se as discussões sobre critérios de elegibilidade, acompanhamento e monitorização, bem como o papel dos técnicos de serviço social na implementação.
Entre na conversa da comunidade