- A greve geral na Super Bock deixou a unidade de Leça do Balio num contexto de tensão laboral e de atuação policial, sem detetar irregularidades por parte do piquete.
- O SINTAB afirma que a administração instalou um sistema de triagem de trabalhadores antes da entrada, provocando perturbações de trânsito que se prolongaram até à Via Norte.
- O sindicato acusa administradores e quadros superiores de abordarem o piquete de forma intimidatória, questionando a legitimidade da presença dos trabalhadores.
- A administração pediu apoio policial; foram mobilizadas três viaturas da PSP e uma carrinha do Corpo de Intervenção, segundo o SINTAB.
- As autoridades concluíram que os problemas de circulação decorreram do dispositivo da empresa e que o piquete decorreu de forma pacífica e legal.
A greve geral mobilizou a unidade da Super Bock em Leça do Balio, provocando tensão laboral, alegações de intimidação e uma intervenção policial que não encontrou irregularidades por parte dos sindicalistas. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira, durante o piquete de greve preparado pelo SINTAB.
O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias da Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal acusa a gestão de a empresa ter implementado um sistema de triagem de trabalhadores antes da entrada, gerando perturbação no trânsito nas vias públicas que cercam a fábrica, incluindo a Via Norte.
Segundo o SINTAB, a atuação dos trabalhadores foi pacífica, com contactos aos funcionários para esclarecer a greve. A tensão cresceu à medida que a adesão aumentava e surgiram críticas à postura de administradores e quadros superiores da empresa, considerados intimidatórios pelo sindicato.
Intervenção policial e verificação de legalidade
A administração terá pedido apoio policial durante o incidente, com três viaturas da PSP e uma viatura do Corpo de Intervenção destacadas para o local. A PSP avaliou a situação e concluiu que o caos se devia ao dispositivo montado pela empresa, mantendo o piquete em funcionamento dentro da legalidade.
Os agentes não efetuaram identificações, não foi elaborado qualquer auto e não houve procedimento contra os participantes. O SINTAB afirma que a narrativa empresarial contrariou a realidade verificada pela polícia.
Para o sindicato, o episódio evidencia nervosismo da gestão perante a forte adesão à greve e uma tentativa de condicionar a atividade sindical através de pressão verbal e de recurso a forças de segurança. O SINTAB sustenta que a greve é um direito constitucional e que não deve ser limitada por interesses patronais.
A organização sindical afirma não se deixar condicionar por pressões e reitera que a expressão democrática do descontentamento dos trabalhadores deve ser respeitada. A mobilização na unidade da Super Bock é apresentada pelo SINTAB como sinal de disponibilidade para ações coletivas contra políticas da empresa.
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