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Países europeus com maior precariedade laboral, segundo estudo

França, Itália, Espanha e Grécia concentram as maiores taxas de INE, com mulheres e jovens especialmente expostos à instabilidade laboral

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  • A Europa tem, em média, quase um em cada onze trabalhadores em INE (trabalho não-padrão involuntário), com Itália a liderar, seguida de Espanha, Chipre, Portugal e Grécia, enquanto a Finlândia está fora do grupo mediterrâneo.
  • Os países com maiores taxas são Itália (cerca de um a cada cinco), Espanha (17%), e acima de 12% em Chipre, Portugal e Grécia; no extremo oposto, Áustria, Alemanha, Dinamarca, Países Baixos e Irlanda concentram entre 4% e 5%.
  • Em média, o INE caiu de 11% em 2006 para cerca de 9% em 2024, com as mulheres mais expostas; as disparidades de género são mais acentuadas em França e na Alemanha.
  • Polónia registou a maior queda de INE no bloco nos últimos 20 anos, de quase 22% em 2006 para 7% em 2024, devido a alterações ao código do trabalho desde 2016.
  • Espanha introduziu um contrato permanente para trabalhadores sazonais/intermitentes (*fijo discontinuo*); nos Países Baixos 45% dos trabalhadores a tempo parcial optaram por essa modalidade; Bélgica tem 25% com o sistema de crédito de tempo.

A precariedade laboral continua a afetar vários países europeus. Dados da Eurofound revelam que quase 1 em cada 11 trabalhadores na UE está em INE — trabalho não-padrão involuntário. O fenómeno envolve contratos a termo, tempo parcial ou trabalho em plataformas digitais.

Em França, Itália, Espanha e Grécia registam-se algumas das taxas mais altas de INE, com forte peso de contratos temporários e a tempo parcial. A realidade varia entre países, refletindo políticas laborais distintas e dinâmicas de mercado.

A Europa parece dividir-se em três grupos quanto a INE: o Mediterrâneo, Finlândia à parte, e o bloco central-leste com regimes mais estáveis. Itália lidera com perto de 20% de INE e maior aumento desde 2006.

Grupos de países e tendências

Espanha tem 17% de INE, Chipre, Portugal e Grécia acima de 12%. Países como Áustria, Alemanha, Dinamarca, Países Baixos e Irlanda situam-se entre 4% e 5%, com mercados de trabalho mais equilibrados.

O perfil do trabalhador em INE aponta para maior concentração entre trabalhadores manuais com ensino básico. A proporção tem estabilizado, caindo de 11% em 2006 para cerca de 9% em 2024, após pico de 13% em 2015.

As disparidades de género persistem, com mulheres mais expostas. França e Alemanha mostram diferenças mais altas, enquanto Reino Unido, Polónia e Lituânia apresentam variações menores.

Medidas e exemplos de combate

Na Polónia, a redução de INE deve-se a alterações ao código do trabalho desde 2016, limitando contratos temporários e aumentando tributação. Espanha lançou um contrato permanente para trabalhadores sazonais, o chamado fijo discontinuo.

Na Europa ocidental, a estabilidade cresce em economias com reformas do mercado de trabalho. Alemanha e estados bálticos também registam quedas significativas em INE nos últimos anos.

Tempo parcial: escolhas voluntárias

Alguns países veem o tempo parcial como opção voluntária. Nos Países Baixos, 45% dos trabalhadores a tempo parcial escolheram essa forma. A cultura de flexibilidade marca a demarcação do mercado de trabalho.

Na Bélgica, 25% opta por tempo parcial após a introdução do crédito de tempo, destinado a facilitar conciliar carreira e família. A Eurofound ressalta que o tempo parcial pode favorecer grupos com responsabilidades de cuidados.

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