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Autarcas pedem fiscalidade própria para travar perda de população

Autarcas pedem fiscalidade própria e políticas nacionais permanentes para atrair gente e evitar despovoamento do Interior

Helena Barril e Francisco Lopes debateram questões demográficas no Interior
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  • Presidentes das câmaras de Miranda do Douro e de Lamego defenderam, na conferência do JN dedicada ao Poder Local, a necessidade de fiscalidade própria para atrair pessoas e investimento para o Interior.
  • Reclamam políticas nacionais permanentes e benefícios fiscais para quem viver e investir na região.
  • Helena Barril apontou que o problema está na ausência de nascimentos, não apenas no envelhecimento, e elogiou a imigração que se tem verificado nas escolas e gravidezes anunciadas.
  • Francisco Lopes destacou a perda de serviços públicos no Interior e lembrou a diferença entre litoral organizado e Interior despovoado, pedindo resposta do Estado.
  • O presidente lamecense afirmou que a qualidade de vida existente é essencial para atrair novos residentes e que cuidar dos idosos faz parte da política demográfica.

Os presidentes das câmaras de Miranda do Douro e de Lamego participaram numa conferência do JN dedicada ao Poder Local, realizada na Alfândega do Porto. O tema central foi a demografia no Interior e a necessidade de políticas públicas estáveis, incluindo benefícios fiscais para atrair residentes e empresas. O encontro celebrou o 138.º aniversário do JN.

A autarca de Miranda do Douro, Helena Barril, defendeu que o envelhecimento da população não é o único problema: é essencial combater a baixa natalidade que não compensa o peso dos idosos. Barril destacou ainda sinais positivos com a chegada de imigrantes, observados no aumento de alunos e de gravidezes antecipadas.

Francisco Lopes, de Lamego, partiu do mesmo diagnóstico, mas enfatizou a perda de serviços públicos e infraestruturas como correios, ferrovias e imprensa local. Ele afirmou que o Interior precisa de uma resposta nacional distinta face ao litoral mais aggregado.

Desafios demográficos

Lopes sustentou que a qualidade de vida é determinante para atrair quem já vive na região. Sem condições adequadas, por mais incentivos não há retenção nem atracção de novos residentes. O Presidente lembrou que o cuidado de idosos também é parte da política demográfica.

Propostas e saída

Barril e Lopes reivindicam uma fiscalidade adaptada ao Interior, com benefícios para quem pretende morar e investir na região. A ideia é criar políticas públicas permanentes que moderem a desertificação e promovam serviços estáveis a longo prazo.

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