- Trabalhadores da saúde de clínicas e hospitais privados concentraram-se em frente ao Hospital Lusíadas, em Lisboa, para protestar contra baixos salários e horários desregulados.
- A ação reuniu dezenas de dirigentes e delegados sindicais, além de trabalhadores de folga, que pediram carreiras dignas no setor privado da saúde.
- Os sindicatos acusam a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada de não rever contratos coletivos com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e com a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, propondo a caducidade dos acordos.
- Alegam horas extraordinárias não pagas e temem caducidade automática de contratos, facilitação de despedimentos e redução de categorias no novo pacote laboral.
- O protesto ocorre na véspera da greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho; o secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, afirmou que a luta não se pode desligar da greve.
Trabalhadores da saúde do setor privado realizaram hoje uma concentração em frente ao Hospital Lusíadas de Lisboa para reivindicar condições laborais mais justas. A ação reuniu dirigentes sindicais, delegados e trabalhadores em folga, que criticaram salários baixos e horários desregulados. O protesto ocorreu na capital e contou com a presença de representantes sindicais.
Os organizadores, designadamente a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), afirmaram que o organismo recusou rever e melhorar os contratos coletivos de trabalho firmados com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e com a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), tendo enviado denúncias para caducidade dos acordos.
Os trabalhadores queixaram-se também do pagamento de horas extra não reconhecidas. Segundo os sindicatos, a APHP pretende manter o atual regime contratual, o que poderá levar à caducidade dos acordos em vigor.
Demandas dos trabalhadores
O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, participou na iniciativa e afirmou que a luta está ligada à greve geral anunciada para 3 de junho. O dirigente alertou para potenciais alterações na legislação laboral propostas pelo Governo e pediu mobilização no setor privado da saúde.
Oliveira comentou que o governo pretende introduzir mudanças significativas no pacote laboral, incluindo a caducidade automática de contratos coletivos e medidas que, na perspetiva dos sindicatos, prejudicam a estabilidade dos trabalhadores. Disse ainda que a legislação pode facilitar despedimentos e prejudicar a progressão de carreira.
O responsável sindical também apontou que muitos trabalhadores enfrentam dificuldades para obter crédito, devido à instabilidade contratual existente, e reforçou que problemas de permanência e progressão profissional devem ser considerados na negociação coletiva.
Contexto e próximos passos
A concentração desta quarta-feira foi organizada pelo SEP e pela FESAHT, que deverão aderir à greve geral prevista para a próxima semana. Os organizadores destacaram a ligação entre estas ações e a mobilização nacional, visando pressionar o setor privado da saúde a valorizar carreiras e condições laborais.
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