- A organização Cecodap afirma que os apagões elétricos frequentes na Venezuela afetam o desenvolvimento de crianças e adolescentes, com nove em cada dez famílias a enfrentar cortes diários ou esporádicos.
- As interrupções ocorrem durante várias horas diárias, sobretudo no interior do país, agravando situações em áreas rurais e comunidades isoladas.
- A crise energética não afecta apenas serviços públicos, mas compromete direitos e bem‑estar das crianças e dos adolescentes.
- Entre as consequências estão escolas com ventilação inadequada, dificuldades no acesso à água potável, casas de banho inoperacionais e condições que dificultam a permanência em aula.
- A Cecodap recomenda manter rotinas familiares, usar linguagem adequada à idade e ficar atento a sinais de mal‑estar emocional, solicitando apoio adicional se surgirem alterações persistentes no sono, irritabilidade ou isolamento.
A organização não-governamental Cecodap alertou, na segunda-feira, para os efeitos dos frequentes apagões elétricos no desenvolvimento das crianças na Venezuela. O aviso aponta que as interrupções deixaram de ser episódios excepcionais para se tornarem uma realidade diária em grande parte do território.
Segundo a Cecodap, nove em cada dez famílias enfrentam cortes de energia, diários ou em momentos esporádicos, com impacto direto na vida familiar, nos serviços básicos e nas condições de cuidado e educação de crianças e adolescentes.
As interrupções recreiam dificuldades adicionais no interior do país, onde há menos acesso a redes elétricas estáveis. O calor intenso agrava problemas de infraestrutura em escolas, água potável e instalações sanitárias, dificultando a permanência de alunos na escola.
As consequências são visíveis no dia a dia: diminuição do consumo de água para evitar o uso de casas de banho sem funcionamento; dias letivos em condições de calor que prejudicam a concentração; e dificuldades para realizar tarefas escolares devido às falhas elétricas constantes.
A organização afirma que, quando persistentes, as dificuldades afetam o direito à educação, ao descanso, ao bem-estar integral e à saúde mental. A incerteza, mudanças de horários e perda de sono elevam o stress, a ansiedade e a irritabilidade entre jovens.
A Cecodap sublinha a necessidade de estabilidade para o desenvolvimento infantil e reforça que os adolescentes precisam de espaços estáveis para estudar, descansar e manter vínculos. O documento também ressalta o impacto emocional sobre as famílias.
Reiterando o peso da situação, a Cecodap incentiva os pais a manter rotinas adequadas à idade das crianças e a explicar o que se passa. O grupo também orienta os progenitores a monitorizar sinais de mal-estar emocional e procurar apoio adicional quando necessário.
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