- Padres não têm direito a subsídio de doença devido ao regime contributivo próprio acordado entre o Estado e a Igreja.
- O cónego Manuel Martins está com cancro desde janeiro e não recebe baixa médica, apontando para uma “injustiça” no sistema.
- O regime atual implica descontos mais baixos, mas impede a atribuição de baixa em caso de doença.
- A ausência de rendimento durante a doença deixa os padres dependentes da boa vontade da Igreja.
- Algumas dioceses já aconselham a mudança para o regime geral, embora exijam aceitar um maior desconto.
O regime contributivo do clero impede os padres de ter acesso ao subsídio de doença. Em Portugal, o cónego Manuel Martins, doentes oncológico, não pode pedir baixa desde janeiro e continua sem rendimento.
O padre, com mais de 30 anos de ordens, vê a doença como uma penalização financeira, explicando que o sistema é negociado entre o Estado e a Igreja e não oferece proteção quando mais se precisa.
Segundo o regime próprio, os padres descontam menos para o futuro, mas, em caso de doença, ficam sem subsídio de baixa. Assim, dependem da ajuda da Igreja e da boa vontade institucional.
Algumas dioceses aconselham os párocos a mudar para o regime geral, o que implicaria descontos mais elevados. A mudança depende da aceitação de cortes salariais adicionais pelos clérigos.
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