- Strippers e trabalhadoras do sexo do Canadá anunciam greve seguida de protesto para o dia 23, em Montreal, num dia de grande movimento nos clubes durante o Grande Prémio de Fórmula 1.
- Reivindicam melhores condições de trabalho, como ordenado, proteção social e locais de trabalho mais higienizados e seguros.
- Em Montreal, muitas dançarinas não recebem ordenado e pagam a chamada taxa do bar para dançar; devem também seguir as instruções dos gestores, como o tamanho do salto e horários.
- Segundo o The Gazette, uma stripper de Montreal pode pagar entre 40 e 100 dólares por noite para dançar, e as gorjetas nem sempre compensam o que é pago ao clube.
- O protesto é organizado pelo Comité Autonome du Travail du Sexe (CATS); pedem a abolição da taxa de entrada nos clubes, um estatuto profissional com políticas de prevenção de violência, locais de trabalho seguros, acesso ao seguro desemprego, fim da discriminação e descriminalização do trabalho sexual.
O Canadá vai testemunhar uma greve de strippers e trabalhadoras do sexo para além do Reino Unido, com protesto marcado para o dia 23, em Montreal. A paralisação antecede o Grande Prémio de Fórmula 1, um dos dias mais movimentados nos clubes da cidade. O objetivo é exigir melhorias nas condições de trabalho.
As trabalhadores do sexo contestam o modelo de remuneração atual, com muitos não recebendo ordenado fixo e pagando uma taxa de bar ao clube. Também enfrentam restrições impostas pelos gerentes, incluindo regras sobre os saltos altos e horários de serviço.
Em Montreal, a prática comum envolve pagar para dançar, com ganhos que podem depender apenas de gorjetas, o que pode resultar em rendimentos inferiores ao custo de participação no espaço de trabalho. Este cenário é apresentado como uma dificuldade persistente para acesso a proteções laborais.
Reivindicações e organização
A mobilização é organizada pelo Comité Autonome du Travail du S*xe (CATS). O grupo afirma que as condições de trabalho são precárias e que as profissionais do sexo merecem direitos laborais básicos, incluindo segurança no local, higiene adequada e acesso a proteções sociais.
Entre as propostas estão a abolição da taxa de entrada nos clubes, o reconhecimento de um estatuto profissional com políticas de prevenção de violência, ambientes de trabalho seguros e higienizados, acesso ao seguro de desemprego e medidas contra a discriminação na contratação e na organização dos horários. A descriminalização do trabalho sexual também é reivindicada.
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