- O espetáculo-protesto Habitar, da companhia de teatro documental, leva a crise da habitação ao palco do Constantino Nery, em Matosinhos, nesta sexta-feira e sábado, via FITEI.
- A encenação apresenta uma colagem de histórias reais sobre habitação, com foco em quem espera por habitação social há mais de seis anos.
- Idosas imigrantes são expulsas do apartamento onde vivem há mais de duas décadas após uma reforma curta, tendo de encontrar abrigo para si, a irmã e o sobrinho.
- Estudantes descobrem, ao entrarem numa nova casa, que num T4 com 270 euros mensais vivem vinte pessoas.
- Proprietários estão a pedir até 4 mil euros mensais por um T0 supostamente espaçoso.
Habitar é o novo projeto da companhia de teatro documental, que apresenta uma viagem por histórias angustiantes como forma de protesto. O espetáculo está em cena sexta e sábado no Constantino Nery, em Matosinhos, através do ciclo FITEI.
A performance reúne histórias reais em formato de colagem de personagens. Famílias que aguardam habitação social há mais de seis anos, sem perspetivas de resposta a curto prazo. Idosas imigrantes são expulsas do apartamento onde vivem há mais de duas décadas após uma reforma curta.
Estudantes descobrem, ao entrar na sua nova casa, que o T4 acolhe até 20 pessoas a 270 euros por mês. Proprietários pretendem alugar um “T0 espaçoso” por cerca de 4000 euros mensais, conforme relatos encenados no espetáculo.
Contexto
A peça expõe diferentes dinâmicas do mercado habitacional na região, ligando aspetos sociais a questões de acesso à casa. O formato de teatro documental visa apresentar situações reais de forma crítica e visual.
Os criadores indicam que o objetivo é despertar reflexão sobre a crise da habitação, através de relatos verídicos que refletem o dia a dia de famílias, idosos, estudantes e proprietários. A apresentação ocorre durante o fim de semana, em Matosinhos, com apoio do circuito FITEI.
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