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Professores denunciam que propostas do Governo desvalorizam carreira docente

Fenprof revela que 94,2% dos docentes consideram as propostas desvalorizar a carreira; milhares preparam manifestação em Lisboa e pode ocorrer greve

Professores
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  • Mais de 80% dos docentes avaliam de forma negativa a postura do Ministério da Educação, Ciência e Inovação ao longo do processo de negociação, com menos de abertura para negociações.
  • Um inquérito da Fenprof, realizado entre 24 e 30 de abril, aponta que pelo menos 4.700 professores consideram que as propostas para o estatuto da carreira docente desvalorizam a profissão; cerca de 5.000 docentes responderam.
  • A esmagadora maioria, 94,2%, entende que as propostas desvalorizam a profissão, criticando medidas como a substituição de quadros por mapas de pessoal e a introdução do referencial de competências para a Administração Pública.
  • A Fenprof anunciou uma grande manifestação em Lisboa para sábado, entre o Cais do Sodré e a Praça dos Restauradores, com a possibilidade de greve dependendo dos avanços negocials.
  • O ministro reassumiu o compromisso de valorização profissional, mas a Fenprof questiona o momento e o conteúdo das mensagens oficiais, mantendo a posição de resistência até terem garantias.

Foi apresentada uma leitura crítica às propostas do Governo para o estatuto da carreira docente. Um inquérito da Fenprof revela desvalorização da profissão e aponta falta de abertura para negociação por parte do MECI. A recolha decorreu entre 24 e 30 de abril, na Semana Nacional de Reflexão e Luta.

Mais de 4.700 docentes contestam o modelo proposto, antecipando uma grande participação na manifestação de sábado, em Lisboa. No total, cerca de 5.000 professores responderam ao inquérito, cuja maioria (94,2%) considera que as propostas desvalorizam a carreira.

Francisco Gonçalves, secretário-geral da Fenprof, sublinha a preocupação com o caminho seguido pelo Governo e reforça o apelo à valorização dos profissionais. A federação afirma que o MECI não tem mostrado “verdadeira abertura para negociar”.

A discussão envolve alterações como a substituição de quadros por mapas de pessoal e o referencial de competências para a administração pública (ReCAP). Os docentes entendem que tais medidas comprometem a especificidade da atividade docente.

Resultados do inquérito

Os dados indicam insatisfação generalizada com a condução do processo negocial ao longo de meses. A Fenprof lembra que os problemas não estão encerrados e que podem surgir novos pontos de negociação.

O secretário-geral José Feliciano Costa relata críticas recebidas dos docentes, sobretudo em relação a uma carta do ministro sobre concursos, enviada pouco antes da manifestação. A cobrança central é por garantias de que a carreira se afirma, e não se dilui.

Manifestação e perspetivas

Francisco Gonçalves antecipa uma manifestação expressiva entre o Cais do Sodré e a Praça dos Restauradores, em Lisboa, com a possibilidade de greve caso não haja progresso. O Governo confirmou o contato, mas os docentes mantêm posição firme.

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